Dica TV: Fleabag (2016-)

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Já começo esse texto dizendo que Fleabag é uma série obrigatória. Sendo uma das melhores séries que já assisti, é original, inteligente e que consegue ser hilária e melancólica em um mesmo episódio. Dividida em 6 partes, conta a história de Fleabag (interpretada pela excelente Phoebe Waller-Bridge), uma jovem londrina que, após a perda recente de sua melhor amiga em um acidente, lida com a tragédia se entregando a bebedeiras e sexo casual, enquanto tenta livrar sua cafeteria da falência. Baseada em uma peça da própria         Phoebe Waller-Bridge, apesar de cômica, a série certamente não é leve, sendo repleta de personagens excêntricos. Entre eles, sua irmã Claire (Sian Clifford), mulher bem sucedida casada com um idiota, seu omisso pai (Bill Paterson), sua terrível sogra (a grande Olivia Colman, diabolicamente engraçada), além dos interesses românticos, o estranho namorado Harry (Hugh Skinner) e o galã chamado por Fleabag de “Arsehole Guy” (Ben Aldridge), porque…bem, não quero dar nenhum spoiler.

Fleabag é uma série original da Amazon, que a renovou para uma segunda temporada com previsão de estreia para somente 2019.

Review Filme: Lady Macbeth (2016)

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Sinopse: No século 19, em uma área rural da Inglaterra, jovem Katherine (Florence Pugh) se encontra presa em um casamento arranjado com um homem frio e bem mais velho. Quando começa a ter um caso com Sebastian (Cosmo Jarvis), empregado de seu marido, Katherine é despertada por uma força interior que a faz se rebelar contra tudo e todos que ameaçarem sua liberdade.

Recomendo porque: Trata-se de um filme surpreendente, com uma personagem feminina forte que desafia as normas de sua época, o que já o torna indispensável. Mas seu maior trunfo é a atriz Florence Pugh, que está fantástica e irrepreensível. Decididamente veremos muito mais dessa excelente atriz no futuro.

Poderia ser melhor se: A transformação de Katherine, que no começo é mais que bem vinda e fascinante, acaba tornado-a fria e desumana, de tal forma que acabamos perdendo a simpatia pela personagem. Uma falha do roteiro que, infelizmente, prejudica o resultado final.

Veredito: Lady Macbeth é um filme absolutamente imprevisível, intrigante e desconfortável. Se no começo parece se tratar de um filme de época convencional, em que sentimos pela jovem presa em um casamento com um homem repulsivo, logo se transforma em uma impressionante e feminista história de uma mulher que se percebe forte e implacável em um mundo machista em que tais atitudes são inaceitáveis. Mesmo que quase ponha o filme a perder, quando no final acabamos nos distanciando da personagem, ainda sim fascina e lança Florence Pugh ao estrelato.

Avaliação: 7

NEXT: 

Florence Pugh tem, entre futuros projetos, o drama biográfico Outlaw King (2018) ao lado de Chris Pine e a minissérie The Little Drummer Girl (2019– ), com Alexander Skarsgård.

Cosmo Jarvis poderá ser visto em Farming (sem data de estreia), estreia na direção do ator Adewale Akinnuoye-Agbaje (Lost).

Dica Filme: RIFT (RÖKKUR) (2017)

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Intrigante suspense psicológico, Rift conta a história de Gunnar e Einar, que, alguns meses após o termino do namoro, se reencontram em uma cabana isolada, onde refletem sobre o fim do relacionamento. Entre discussões sobre os motivos da separação e revelações de antigos traumas, personagens secundários são introduzidos, entre eles, uma misteriosa pessoa que parece estar vigiando o ex-casal. Mesmo não sendo um filme de horror, possui um crescente clima de suspense e até alguns bons sustos. Durante a projeção do filme, várias questões são apresentadas e, de certa forma frustrante, nem todas são respondidas. Trata-se do tipo de filme aberto à diferentes interpretações, o que pode incomodar quem procura por um filme mais convencional. Não vejo nada de errado com esse tipo de formula, porém acredito que o filme se beneficiaria caso tivesse liberado mais peças de seu enigma, principalmente em seu final. Filmado na Islândia e com um baixo orçamento, Rift  é bem atuado e possui uma cinematografia impressionate. O filme está disponível no Amazon Prime.

Avaliação: 7

Preview: Filmes 2018

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5- Ocean’s 8

Sinopse: Um grupo de 8 mulheres planejam executar um roubo impossível no anual Met Gala de New York.

Sobre: Com um elenco fantástico como esse, já entrou na lista de mais esperados do ano. Dirigido pelo competente Gary Ross (The Hunger Games (2012)), as primeiras imagens e trailer são promissores. Com altos e baixos, gostei da trilogia estrelada por George Clooney, Brad Pitt e cia., e uma sequencia estrelada somente por mulheres é uma ideia interessante. Só torcemos para que seja melhor que a versão feminina de Ghostbusters (2016), em que nem o talentoso elenco conseguiu salvar um filme medíocre que preferiu efeitos especiais à boas idéias. O filme estreia dia 8 de junho.

Elenco:

 

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6- Piercing

Sinopse: Um homem casado e pai de um bebê, com o intuito de preencher seus desejos homicidas, planeja matar uma prostituta, porém seus planos não saem como previsto.

Sobre: Este é o segundo longa do diretor Nicolas Pesce, que antes fez o excelente e perturbador horror The Eyes of My Mother (2016). Adaptado do romance de Ryū Murakami’s, trata-se de um thriller, porém, com essa sinopse, não devemos esperar nada muito leve. O filme estreou no festival de Sundance deste ano e a recepção foi, em sua maioria, positiva. O jovem elenco é ótimo. O próximo projeto do diretor é o recomeço da franquia The Grudge.

Elenco: 

 

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7- The Tale

Sinopse: Uma documentarista investiga suas próprias memórias do abuso sexual que sofreu quando tinha 13 anos.

Sobre: Um dos filmes mais elogiados do festival de Sundance desse ano, é baseado na vida da própria diretora Jennifer Fox, que antes só havia dirigido documentários. Os críticos foram só elogios também para a atuação de Laura Dern, como a protagonista. Comprado pela HBO, o filme não poderá ser nomeado aos prêmios de cinema, porém tudo indica que irá reinar no Emmy Awards de 2019. HBO ainda não divulgou data de estreia.

Elenco:

 

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8- Fast Color

Sinopse: Uma jovem com poderes sobrenaturais é obrigada a fugir, retornando para casa após ter abandonado sua família anos atras.

Sobre: Segundo filme da diretora Julia Hart, o primeiro sendo Miss Stevens (2016), filme que indiquei em post anterior. Com o talento envolvido e uma história interessante, talvez seja o filme que vai colocar a carreira de Gugu Mbatha-Raw de volta aos trilhos depois dos fracassos de crítica The Cloverfield ParadoxIrreplaceable You, ambos desse ano. Estamos confiantes. O filme estreia dia 10 de março.

Elenco: 

 

Dica Filme: The Wound (INXEBA) (2017)

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Representante da África do Sul ao Oscar 2018 de Filme Estrangeiro, ficou entre os nove finalistas, porém acabou não entrando na lista final. The Wound conta a história de Xolani (Nakhane Touré), um jovem que trabalha em uma fábrica e anualmente se junta aos homens de sua comunidade nas montanhas rurais com o objetivo de iniciar um grupo de adolescentes ao rito de passagem para a vida adulta. Quando fica responsável por cuidar de um jovem resistente à esse ritual, Xolani, que é homossexual e tem um caso com um colega casado, acaba tendo seu segredo descoberto, o que o faz refletir sobre as escolhas que fez ao longo de sua própria existência.

O filme lida com temas como sexualidade, raça, intolerância e classes sociais de forma intrigante e honesta, porém seu maior êxito é a forma como mostra três distintos homens lidando com suas sexualidades em um universo completamente machista.

Avaliação: 7

New Generation: Gugu Mbatha-Raw

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Filha de pai médico e mãe enfermeira, Gugu Mbatha-Raw nasceu na Inglaterra em 1983. Umas das mais belas atrizes do momento, chamou a atenção quando estrelou o elogiado drama Belle (2013), filme que lhe rendeu o British Independent Film Award de melhor atriz.

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Em 2014 estrelou a ótima comédia romântica Beyond the Lights, em que interpreta uma cantora lidando com o alto preço da fama. Ela concorreu ao prêmio Gotham Award de melhor atriz por sua perfomance. Em 2016 participou de duas séries da Netflix, a pouco popular Easy (2016-) e a superpopular Black Mirror (2011). Para essa última, participou do belíssimo episódio “San Junipero”, onde atua ao lado de Mackenzie Davis.

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Esse ano Gugu pode ser vista no filme The Cloverfield Paradox (2018), continuação da franquia Cloverfield. Em um poderoso golpe de marketing, a Netflix divulgou que o filme estaria disponível em sua plataforma após o Super Bowl. Infelizmente, no dia seguinte o filme foi destruído pela crítica especializada. Assim que assisti-lo, irei publicar a review.

Pode ser vista também em outro filme da Netflix, o também odiado Irreplaceable You (2018). Entre seus próximos projetos estão A Wrinkle in Time (2018), que, baseado somente no trailer, não estou muito otimista, a ficção cientifica Fast Color (2018), sobre jovem com poderes sobre-humanos e o segundo filme dirigido por Edward Norton, Motherless Brooklyn, previsto para 2019. Talentosa e linda, sua carreira está em plena ascensão. Só torcemos para que a atriz consiga se desviar de futuros filmes medíocres.

Review: Phantom Thread (2017)

New York Premiere of Focus Features 'Phantom Thread', USA - 11 Dec 2017

Sinopse: Situado em Londres nos anos 50, conta a história de Reynolds Woodcock (Daniel Day-Lewis), um renomado costureiro que acaba encontrando na jovem Alma (Vicky Krieps), sua fonte de inspiração e amor.

Recomendo porque: O diretor Paul Thomas Anderson entrega, com esse filme, um fascinante estudo de personagem. Repleto de imagens belíssimas, é detalhista, elegante e, por vezes, inusitadamente engraçado. E como se não fosse o suficiente, um final revelador expõe mais camadas no já estranho relacionamento dos personagens. Day-Lewis, como era de se esperar, está excelente como o narcisista costureiro, assim como Vicky Krieps, que se não fosse um ano tão forte para atrizes, com certeza seria considerada para prêmios. Indicado a 6 Oscars, incluindo melhor filme, ator e atriz coadjuvante para Lesley Manville, ótima como a irmã do protagonista.

Poderia ser melhor se: Mesmo que de forma alguma diminua sua força, o filme só ganharia se fosse um pouco mais emocional.

Veredito: Sem dúvida um dos melhores filmes de 2017 e mais um acerto na brilhante carreira do diretor.

Avaliação: 9

NEXT:

 

Daniel Day-Lewis anunciou que esse é seu último filme. Se manter a palavra, pelo menos encerrou sua carreira com chave de ouro.

Vicky Krieps, entre outros projetos, poderá ser vista ainda esse ano em The Girl in the Spider’s Web, sequência de The Girl with the Dragon Tattoo (2011), que trará Claire Foy no lugar de Rooney Mara como a hacker Lisbeth Salander.

Lesley Manville está no elenco da série de TV Harlots (2017-), do HULU.