Review Filme: Thelma (2017)

 

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Sinopse: Uma garota religiosa começa a viver em negação quando percebe estar atraída por uma colega de faculdade, que está apaixonada por ela. Isso faz com que comece a ter convulsões, descobrindo possuir poderes psicocinéticos com resultados devastadores.

Thelma tem sido comparado com o clássico Carrie (1976), que também lidava com uma jovem religiosa com poderes sobrenaturais no despertar de sua sexualidade. A comparação é logicamente um ótimo elogio, mesmo que o longa não atinja o brilhantismo do mestre Brian De Palma. Ainda assim, trata-se de um filme muito interessante, com o diretor Joachim Trier, do elogiado Oslo, 31. august (2011), conduzindo com grande talento o despertar sexual de sua personagem e a culpa que sente por ter esses desejos, tudo com a mesma intensidade e repleto de simbolismos. O toque sobrenatural, até sua primeira metade, parece lidar mais como uma metáfora, uma energia liberada em consequência da auto – repressão. A partir daí o filme foca na origem desses poderes, mudando o tom do longa para um gênero completamente diferente. Infelizmente essa segunda parte, quase um filme de origem de um super herói, é menos interessante.

Veredito:  Mesmo que perca a força em sua segunda metade, trata-se de um estranho, estiloso e decididamente belo filme sobre identidade.

Avaliação: 7

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