Dica Filme: 10.000 Km (2014)

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O filme segue a história de Alex (Natalia Tena) e Sergi (David Verdaguer), um casal que vive feliz em Barcelona e planejam ter o primeiro filho. Seus planos mudam quando Alex recebe uma bolsa de estudos de um ano em Los Angeles. O filme mostra como o casal lida com a distancia, tendo de manter um relacionamento online. A partir de então acompanhamos todas a fases desse relacionamento à distancia, desde o suporte, a saudade, o sexo virtual e as inevitáveis discussões.

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Ancorado por ótimas atuações da dupla, o jovem e talentoso diretor Carlos Marques-Marcel arrisca filmando o longa em apenas dois cenários e ocupando quase que seu total com as conversas online entre o casal. O resultado é realista e fascinante, em que testemunhamos duas pessoas apaixonadas tentando, com ajuda da tecnologia, manter o relacionamento vivo, ao mesmo tempo em que realiza um sonho profissional em um novo país, no caso de Alex e segue com sua rotina, no caso de Sergi. E é absolutamente doloroso quando vemos, em pequenos gestos e expressões, como a distância, inevitavelmente, ameaça o futuro da relação. O filme está disponível no catalogo da Amazon Prime US. Recomendo! Avaliação: 7,5

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Para que achou que Natalia Tena parecia familiar, é porque a atriz britânica interpretou Osha em uma sériezinha chamada Game of Thrones (2011– ). Entre seus recentes trabalhos recentes estão o drama Amar (2017) e a comédia Anchor and Hope (2017), em que se reuniu com David Verdaguer e o diretor Carlos Marques-Marcel.

David Verdaguer é um ator espanhol e tem entre seus trabalhos recentes as comédias No culpes al karma de lo que te pasa por gilipollas (2016)Anchor and Hope (2017).

Review Filme: Thor: Ragnarok (2017)

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Sinopse: Thor é aprisionado no planeta Sakaar sem seu martelo, e deve correr contra o tempo para retornar à Asgard e evitar a destruição da civilização de seu planeta, que está sendo dominado pela cruel e poderosíssima vilã Hela.

Recomendo porque: Até então, Thor possuía uma das séries mais fracas entre os filmes da franquia Marvel, com o fraco Thor (2011) e sua superior sequência, o sólido Thor: The Dark World (2013). Claro que esses filmes levaram Chris Hemsworth ao estrelato e trouxeram um Tom Huddleston impagável e roubando todas as cenas como Loki. O maior problema dos primeiros filmes é que nunca conseguiram se equilibrar bem entre os tons cômicos e dramáticos, o que foi corrigido nesse terceiro filme. Thor abraça de vez o tom cômico, acertadamente, sendo o melhor filme da série, de longe, e uma das melhores comédias do ano passado. O roteiro é esperto, jogando uma piada atrás da outra e nunca se levando à sério. Hemsworth nunca esteve melhor na pele do deus nórdico e mostra ter um excelente timing cômico. O resto do elenco também brilha, com destaque para Tessa Thompson, como Valkyrie e Jeff Goldblum, como Grandmaster.

Poderia ser melhor se: Os filmes de heróis geralmente erram em um dos aspectos mais importantes para esse gênero, os vilões. Sejam caricatos demais, chatos ou criados por efeitos visuais ou maquiagem de gostos duvidosos. Ragnarok infelizmente não é exceção, porém não pelos motivos citados acima. Cate Blanchett está visualmente perfeita e mostra perfeita atitude como a vilã, porém sua personagem é pouco desenvolvida, o que é um grande desperdício. A decisão de seguir  para a comédia, apesar de feliz, acaba por diminuindo um pouco a urgência da história.

Veredito: Divertidíssimo e hilário, Thor: Ragnarok é sem dúvida um dos melhores filmes da Marvel e nos dá esperança para o futuro da série. Crédito ao diretor Taika Waititi e ao afiadíssimo elenco.

Avaliação: 7,5

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Chris Hemsworth poderá ser visto ainda esse ano em Avengers: Infinity War e para 2019 tem como projetos o próximo filme da série Avengers e o remake da série Men In Black, que o reunirá com Tessa Thompson.

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Cate estará ess ano no aguardado Ocean’s 8 e na fantasia de horror The House with a Clock in Its Walls, de Eli Roth, além do próximo filme de Richard Linklater, Where’d You Go, Bernadette.

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Tom também poderá ser visto esse ano em Avengers: Infinity War .

Yay or Nay: Filmes e séries

1- Love, Simon (2018)

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Baseado no livro Simon vs. the Homo Sapiens Agenda, de Becky Albertalli, Love, Simon conta a história de Simon, um jovem gay de 17 anos que esconde sua orientação sexual de sua família e amigos. Tudo muda quando tem seu segredo ameaçado por um colega de classe, ao mesmo tempo em que tenta descobrir a identidade de um estudante com quem se conecta online e por quem acaba se apaixonando. Há duas formas de avaliar esse filme. Primeiro: O fato de um longa protagonizado por um adolescente gay, em busca de seu primeiro amor, ser produzido por um grande estúdio é de extrema importância histórica e esperamos que sirva de exemplo para futuros projetos similares. Segundo: A qualidade do filme em si, que, apesar de bem intencionado e agradável, possui vários problemas, como o mau desenvolvimento dos personagens secundários, todos unidimensionais. Quanto ao protagonista, apesar de contar com um desempenho sólido de Nick Robinson, o filme também não desenvolve de maneira satisfatória seu relacionamento com os demais personagens, o que, somado às diversas vezes em que o longa muda o foco para a história de um outro estudante, acabe, consequentemente,  diminuindo a carga dramática de sua trajetória. Ainda assim, o filme possui cenas chaves que divertem e emocionam.

Veredito: YAY – Mesmo que no final seja um filme apenas bonitinho, quando se tinha potencial para muito mais, Love, Simon quebra barreiras e dá um passo importante e definitivo à favor da inclusão. Avaliação: 6

2- The Strangers: Prey at Night (2018)

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Fazem 10 anos desde que The Strangers (2008) estreou nos cinemas, e, mesmo com o sucesso comercial (mais de 80 milhões à um custo de 9 milhões), a tão anunciada sequência custou a sair do papel. Com a estreia The Strangers: Prey at Night (2018), a pergunta é, valeu a pena a espera? Decidindo por não mencionar os acontecimentos e personagens do original, o longa conta a história de uma família de 4 pessoas que, ao passar a noite em um isolado parque de casas móveis (populares em alguns estados norteamericanos), são perseguidos e caçados por um grupo de assassinos mascarados. É isso… Não que o primeiro filme fosse original ou tivesse um roteiro super elaborado. Não tem, porém compensava o fiapo de história que possuía com um crescente e enervante clima de suspense, além de boas performances de Scott Speedman and Liv Tyler. Se por um lado Prey at Night deixa a desejar nas performances (os personagens não ajudam, sendo todos ralos e no caso da adolescente, insuportavelmente chata), o filme até que cresce em sua segunda metade, entregando boas e tensas cenas de perseguição.

Veredito: YAY e NAY – Se originalidade não for um fator importante e “mais do mesmo” for aceitável, digamos que o filme oferece tensão o suficiente para uma sessão da tarde descompromissada. Já se o esperado for um aprimoramento sobre o filme original, ou uma boa história, personagens bem construídos e boas atuações, nesse caso nope, recomendo que o evite. Avaliação: 5

3- Runaways (2017– )

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Adaptação baseada na equipe de super-heróis da MarvelRunaways conta a história de um grupo de adolescentes que se unem contra seus próprios pais, que descobrem serem super vilões disfarçados. Trata-se de uma série da Hulu, que teve um ótimo ano de 2017 com a premiadíssima The Handmaid’s Tale (2017-) e que, com essa série, tenta atrair os expectadores mais jovens. Apesar do material interessante e contar com um elenco jovem diverso e simpático, Runaways mostrou ser, em sua primeira temporada, uma série de grande potencial porém de resultado frustrante. O ritmo dos episódios são irregulares e a série usa uma boa parte de seu tempo focando nos personagens adultos, que representam o arco mais fraco do show. Um tom mais cômico ajudaria e mesmo os arcos dramáticos são um tanto rasos.

Veredito: YAY – Apesar da primeira temporada irregular, a série possui bons episódios e, com um pouco mais de ambição e consertando alguns problemas, tem tudo para ser um hit para a Hulu. Veremos… Avaliação: 5

4- Game Night (2018)

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Game Night conta a história de um casal, Max (Jason Bateman) e Annie (Rachel McAdams), que se reúnem freqüentemente com um grupo de amigos para noites de jogos. Quando, em uma noite, pensam estarem em um jogo onde devem desvendar um assassinato, acabam se vendo em um mistério de verdade, onde devem correr para salvar o irmão mais velho de Max, Brooks (Kyle Chandler). Honestamente não estava esperando muito dessa comédia, que acreditava ser apenas uma bobagem com uma ou outra piada engraçada. Estava enganado, pois trata-se de um filme esperto, com um roteiro simples porém eficiente e melhor, bastante engraçado, sendo por vezes hilário. O elenco competente ajuda, principalmente McAdams, genuinamente engraçada. Sua interação com Bateman, com que possui ótima química, é o ponto alto do filme. Claro que nem tudo é perfeito, o filme perde um pouco a força em algumas cenas de ação, além de não aproveitar completamente o talento do restante do elenco, como Billy Magnussen e sobretudo a sempre fantástica Sharon Horgan, estrela da hilária série da Amazon Catastrophe (2015-).

Veredito: YAY – Game Night é uma grata surpresa em um gênero que tem rendido cada vez menos bons e realmente engraçados filmes. Avaliação: 6,5