Dica TV: Babylon Berlin (2017- )

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Em minha relativamente recente obsessão por séries internacionais, Netflix, sem dúvida, tem sido uma grande aliada. Foi na gigante plataforma de streaming que encontrei a excelente série alemã Babylon Berlin. A série, grande sucesso em seu país de origem, é baseada na bem sucedida série de romances do escritor alemão Volker Kutscher. Trata-se de uma série épica noir sobre um detetive alemão Gereon Rath (Volker Bruch) que é enviado à Berlim com o objetivo de desvendar um crime. Rath tem o apoio de sua secretária Charlotte Ritter (Liv Lisa Fries). A série é situada na Berlim do final dos anos 1920, em uma época importante de mudanças políticas e sociais no país. Dirigida por um trio de diretores, Henk Handloegten, Tom Tykwer, Achim von Borries, trata-se de uma superprodução, considerada a mais cara da Europa. E todo esse investimento é notado pela produção super caprichada, com cenários, locações e figurinos impecáveis. Repleta de reviravoltas, suspense e também comédia, além de números musicais belíssimos. Ah, e o elenco também é excelente, principalmente Volker Bruch e Liv Lisa Fries, que esbanjam carisma além de talento para dança. Há duas temporadas disponíveis na Netflix e uma terceira já está em produção com previsão de estreia no final de 2019. Uma das melhores séries que vi esse ano.

Babylon Berlin
Liv Lisa Fries e  Volker Bruch 

 

 

Yay or Nay: Filmes

1- The Favourite (2018)

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Na Inglaterra do inicio do século 18, a rainha Anne (Olivia Colman, sublime) ocupa o trono, porem é sua amiga próxima Lady Sarah (Rachel Weisz) quem governa o país em seu lugar. A dinâmica entre as duas é ameaçada com a chegada da nova servente Abigail (Emma Stone, em mais uma excelente atuação). Trata-se do mais recente filme do grego Yorgos Lanthimos, diretor dos interessantíssimos The Lobster (2015) e The Killing of a Sacred Deer (2017). Apesar de reconhecer o talento de Lanthimos, sempre achei seus filmes um tanto frios demais para meu gosto. Essa percepção sem duvida não se aplica a The Favourite. Considerado por muitos como seu filme mais “acessível”, de forma alguma isso pode ser considerado algo negativo, não com uma obra tão elegante, tecnicamente impecável, repleto de momentos memoráveis (uma cena de dança, em particular, é primorosa) e atuações superlativas.

Veredito: YAY – Tratando com um delicioso humor negro de temas como ambição e poder, entre outros, The Favourite é inteligente, absurdo e hilário e traz um trio de atrizes que sem duvida estará onipresente na próxima temporada de prêmios de cinema. Um dos melhores filmes do ano. Avaliação: 9

2- The Cakemaker (2017)

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Um confeiteiro alemão viaja para Jerusalem em busca da esposa e filho de seu amante falecido. Representante de Israel para o Oscar 2019 de melhor filme estrangeiro, o filme acabou não ficando entre os finalistas. Interpretado de forma internalizada e sensível pelo jovem ator alemão Tim Kalkhof, o filme não perde tempo tentando desmistificar os sentimentos de seu personagem, que parece apenas estar agindo por instinto.  O que, de forma eficaz, evita que a obra se torne um dramalhão. Interessante também como os bolos e doces que o protagonista faz tem papel fundamental no filme, agindo como ferramenta importante na conexão entre os personagens.

Veredito: YAY –  Mais que um filme de temática gay, The Cakemaker trata de forma sensível e evitando polêmica, o amor e suas mais variáveis formas de expressão. Recomendo. Avaliação: 8

3- Mary Queen of Scots (2018)

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O filme conta a historia de Mary Stuart (Saoirse Ronan, excelente) que, na tentativa de destronar sua prima Elizabeth I (Margot Robbie), rainha da Inglaterra, acaba condenada há anos de prisão antes de ser executada. Filme de estreia de Josie Rourke, Mary Queen of Scots, a diretora merece credito pela escolha ambiciosa como primeiro trabalho, porem, infelizmente, o resultado acaba sendo apenas mediano. O principal problema é que, mesmo tendo pouco mais que 2 horas, não é o suficiente para cobrir, de forma satisfatória, anos de conspirações, traições e lutas e mesmo assim a diretora insiste, o que diminui consideravelmente a carga dramática e urgente dessa rica parte da historia.

Veredito: YAY –  Mas por pouco e principalmente pelo belo trabalho de atuação das duas  jovens atrizes. Ainda assim trata-se de um trabalho eficiente e que funciona como entretenimento descompromissado. Avaliação: 6

4- Bird Box (2018)

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Cinco anos após uma ameaça “invisível” dizimar a maior parte da população, uma mãe e duas crianças lutam desesperadamente em busca de um lugar seguro. Filme original da Netflix, Bird Box tem uma premissa interessante mesmo que pouco original. Dirigido por Susanne Bier, que antes fez a ótima serie The Night Manager (2016-2018), Bird Box tem muitos problemas, seja pelo excesso de personagens que não desenvolve, seja pela insistência em jamais mostrar a tal ameaça, diminuindo a tensão ou seja pela fraca química entre o casal principal. Estrelado por Sandra Bullock, que obviamente traz prestigio ao projeto, mesmo que não tenha me convencido completamente. Entretem, mas não muito mais que isso. Avaliação: 5

Veredito: YAY  – Melhor que The Happening (2008), de M. Night Shyamalan, embora isso não queira dizer muita coisa, o filme pode servir como uma versão um pouco mais eficiente de um tema semelhante. ou NAY – Absolutamente inferior a A Quiet Place (2018), um dos melhores filme de terror do ano, filme que também tem sido comparado tematicamente. Recomendo que fique com o filme de estreia de John Krasinski.