New Generation: Boys – Germany

1- Jannis Niewöhner

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Jannis nasceu na Alemanha em 1992 e é um dos jovens atores de maior ascensão no país. Sua carreira começou a decolar quando conseguiu o papel na trilogia de filmes: Rubinrot (2013), Sapphire Blue (2014) e Emerald Green (2016). Essa trilogia é baseada na série de livros escrita por Kerstin Gier. Pelo último filme, acabou ganhando o prêmio alemão Jupiter Award de melhor ator.

Ainda sobre seu trabalho no cinema, destacam-se o drama 4 Kings (2015), ao lado de Clemens Schick, Jonathan (2016), que vi e é um drama interessante em que seu personagem descobre que seu pai, que está morrendo, teve um relacionamento gay no passado. O filme está disponível no catálogo da Hulu.

E tem também a comédia High Society (2017), que também vi e é uma bobagem por vezes divertida. Jannis contracena nesse filme com diversos jovens também em ascensão, como Emilia Schüle, Jannik Schümann e Marc Benjamin, que também falarei sobre em próximos posts.

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O ator também esteve no drama Godless Youth (2017), também com Jannik Schümann e Asphaltgorillas (2018), ambos sem previsão de estreia nos Estados Unidos. Na tv, fez a série Maximilian (2017), disponível para locação no Amazon Prime e Beat (2018), série original da Amazon Prime, que ainda não recebeu sinal verdade para a segunda temporada. Com essa série, o belo e talentoso ator inicia sua carreira internacional.

Seus próximos projetos são os dramas Narziss und Goldmund e Kids Run, ambos previstos para 2019.

2- David Schütter

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Outro jovem em ascensão, David nasceu em Hamburg, Alemanha em 1991 e é neto de famoso ator, diretor e diretor de teatro na Alemanha. Foi em Hamburg mesmo que se formou em drama e começou sua carreira na tv alemã na série The Peppercorns (2009- 11).

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Seu filme de estreia foi Gaming Instinct (2013)  em que atua ao lado de Jannik Schümann. Esteve também em Supernova (2014) We Are Young. We Are Strong (2014). Nesse último, David interpreta um personagem neo nazista e atua ao lado do jovem astro Jonas Nay (Deutschland 83). Nesse mesmo ano o jovem interpretou um garoto de programa no curta Porn Punk Poetry, trabalho pelo qual concorreu a premio de melhor ator em Nice.

Em 2018 David esteve em vários projetos, entre eles o drama Right Here Right Now, a comédia Klassentreffen, estrelada pelo astro Til Schweiger, o elogiadíssimo drama histórico Never Look Away, representante da Alemanha para o Oscar 2019 e a série de sucesso 4 Blocks, disponível na Amazon Prime Video. 

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Como futuros projetos estão a minissérie Walpurgisnacht, Sweethearts, ao lado de Frederick Lau e a também minissérie 8 Tage, produção Sky Germany, responsável por grandes sucessos como as séries Das Boot (2018- ), que irá estrear ainda esse ano na Hulu e a excelente Babylon Berlin (2017- ), disponível na Netflix. O jovem, que já trabalhou como modelo para marcas como Levi’s, assim como, bem… Brad Pitt, adora rap, escrever e é sempre comparado à James Dean.

3- Aaron Altaras

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Nascido em Berlim em 1995, Aaron é filho de pais artistas. Sua mãe é diretora e atriz e seu pai compositor. O ator começou cedo sua carreira, estreando com o filme para tv Mogelpackung Mann em 2004. Aaron tinha apenas 9 anos.

Após sua estreia, fez várias aparições na tv, mesmo que, no começo, a contragosto de seus pais. Logicamente, seus pais acabaram apoiando a carreira do filho. Em seguida esteve em Not All Were Murderers (2006), filme que conta a história de um jovem judeu que sobreviveu ao Holocausto e depois se tornou um ator reconhecido. Aaron interpretou o personagem título e o filme foi premiado em uma das mais prestigiadas premiações da tv alemã.

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Aaron confessou que se afastou da carreira de ator para estudar filosofia em Amsterdam, porém logo retornou à carreira que tem mais paixão. Em 2018 estreou no drama Mario, drama gay que indiquei no blog anteriormente. No filme, o ator interpreta um jogador de futebol gay que se apaixona por outro jogador e ambos tem que escolher entre o amor que sentem um pelo outro e a paixão pela profissão.

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O jovem, também fã do esporte, tem falado em entrevistas sobre a importância desse filme contra a grande  homofobia presente nesse universo. Além de Mario, disponível para locação online, Aaron tem outro filme estreando nos cinemas.  Trata-se de The Invisibles (2017), filme elogiado que mostra a história de 4 jovens judeus que aprenderam a se esconder a vista de todos em pleno Nazismo.

 

Dica: Filmes

1- Mary Poppins Returns (2018)

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Mary Poppins está de volta! Décadas após o original de 1964, filme que imortalizou Julie Andrews como a babá com poderes mágicos, a Disney resolveu trazer de volta a personagem, no que, considerando a legião de fãs do clássico, pareceu ser um movimento consideravelmente arriscado. Afinal, quem poderia substituir tamanho ícone? A resposta veio com a formidável Emily Blunt, injetando charme novo, porém sem destoar muito da personagem principal. Na nova trama, Mary Poppins retorna para ajudar os irmãos Banks e os filhos de Michael (Ben Whishaw, ótimo) durante uma fase difícil de suas vidas. O filme ainda adiciona Lin-Manuel Miranda, o que para mim, acaba sendo a parte mais fraca do longa. Seu personagem poderia ser editado sem afetar absolutamente nada na história. No final, mesmo o filme não sendo muito ambicioso em termos de roteiro, caprichados efeitos especiais, ótimo elenco, especialmente Emily Blunt  e uma boa mensagem fazem de Mary Poppins Returns um filme divertido e nostálgico. Ah, as musicas também são um deleite. Nos cinemas. Avaliação: 7,5

2- Roma (2018)

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Wow…A foto acima é apenas um exemplo dos muitos momentos belíssimos presentes nessa obra-prima do excelente diretor Alfonso Cuarón. Trata-se de Roma, que mostra um ano da vida de uma empregada doméstica que trabalha para uma família de classe media no México dos anos 70. O filme é baseado na própria vida do diretor, que dedicou o filme à verdadeira empregada, que inspirou a personagem Cleo (estréia da revelação Yalitza Aparicio). O filme, merecidamente, vem colhendo importantes prêmios de melhor filme e direção, sendo o favorito ao Oscar de filme estrangeiro. Cuarón também pode sair com a estatueta de diretor. O filme segue a personagem e acompanhamos sua rotina, o primeiro amor, decepções, a amizade com a outra empregada e sua extrema dedicação à família pela qual trabalha, principalmente as crianças. Tudo filmado com extremo detalhe e beleza e jamais caindo na monotonia. É sem dúvida um dos mais belos filmes do ano passado e arrisco dizer da última década. Obrigatório. O filme é original da Netflix. Avaliação: 9

3- Anchor and Hope (2017)

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O filme mostra um casal gay formado por Eva e Kat, que resolvem ter um filho e pedem a ajuda de Roger, amigo de Kat, para ser o doador do esperma. Com essa premissa, o filme tenta, de maneira satisfatória, mostrar as consequências desse compromisso, onde apenas Eva parece estar pronta para a maternidade e também o papel de Roger na vida da criança. O filme, dirigido por Carlos Marques-Marcel, que antes fez o superior 10.000 Km (2014), que indiquei no blog, se reune com os atores Natalia Tena e David Verdaguer, que mantem ótima química. O filme começa bem e se aprofunda nos personagens o suficiente para investirmos na história, porém ao ponto que os problemas vão surgindo, o diretor perde um pouco a mão e o longa fica menos interessante e totalmente previsível. Ainda assim, é um filme charmoso, tem bons momentos e um ótimo elenco, incluindo Oona Chaplin e participação pequena de sua mãe na vida real, Geraldine Chaplin. Disponível para locação online. Avaliação: 7

4- Anna and the Apocalypse (2017)

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Em pleno Natal, um apocalipse zumbi ameaça a cidade Little Haven, forçando Anna e seus amigos a lutarem para sobreviver. Mistura de gêneros como comédia, horror e musical, tive minhas esperanças desse longa ser, ok, não brilhante como Shaun of the Dead (2004), mas tão divertido quanto Zombieland (2009). Nope. Anna and the Apocalypse não é ruim, porém é muito menos divertido do que tinha potencial de ser. O filme tem seus momentos, importante dizer (um número musical em especial com uma canção sobre o papai Noel é hilária) e o elenco é carismático, porem os personagens acabam, em sua maioria, sendo rasos devido ao material limitado e o longa enfraquece consideravelmente na segunda metade. Mesmo não sendo tão engraçado quanto prometia, acaba sendo um filme decente e que entretem. Disponível para locação online. Avaliação: 6

 

 

Yay or Nay: Filmes

1- Mario (2018)

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Dois jovens jogadores de futebol se apaixonam e acabam tendo de escolher entre a paixão que sentem um pelo outro e a paixão pelo esporte. A homossexualidade, infelizmente, ainda é tabu para grande parte da sociedade e quase assunto proibido no mundo do futebol. Mario, assim como The Pass (2016) anteriormenteé uma grata surpresa, sendo bastante realista ao mostrar os efeitos que um relacionamento gay pode causar entre todos envolvidos em um mundo sabidamente machista. O elenco formado pelo alemão Aaron Altaras e principalmente o suíço Max Hubacher são talentosos e carismáticos.

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Veredito: YAY – Mesmo não sendo inovador, Mario é bastante eficiente e por vezes tocante, ainda que um pouco tímido e longo demais. Recomendo. Avaliação 7

2- The Marriage (2017)

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Bekim e Anita vão se casar, porém a noiva não sabe que seu futuro marido continua apaixonado por seu melhor amigo, o jovem Nol. Trata-se do filme representante de  Kosovo para a categoria de melhor filme estrangeiro do Oscar 2019. Porém o filme ficou fora da lista de finalistas da categoria. Dirigido por uma mulher, Blerta Zeqiri, The Marriage acerta ao fugir do dramalhão, preferindo por uma visão mais leve, porem não menos triste onde Bekim, mesmo apaixonado, mantem sua ideologia do casamento heterossexual conforme exigido pela sociedade homofóbica e mantendo Nol um segredo para todos. O elenco formado por Alban Ukaj, Adriana Matoshi e  Genc Salihu é excelente.

Veredito: YAY – Sólido e tocante filme que mostra três pessoas em busca do amor sendo guiadas por uma sociedade intolerante.  Avaliação 7,5

3- The House That Jack Built (2018)

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O filme mostra, no decorrer de 12 anos, a história de Jack, um inteligente assassino em série. O último filme do provocateur Lars von Trier parece mais um grito de desespero de um diretor que já fez muita coisa interessante, sobretudo o brilhante Melancholia (2011), e agora só quer chamar atenção. Antes de Jack, fez os também polêmicos Nymphomaniac: Vol. I e Vol. II (2013), que mostram, com sua visão e humor singulares, temas como amor e sexo alem de uma excelente performance de Charlotte Gainsbourg. Não é o caso desse filme, que, no intuito de fazer um estudo de personagem, no caso um serial killer, acaba mostrando um retrato vazio, pouco dramático, repleto de cenas violentas, chocantes e grosseiras e, pasmem, completamente tedioso.

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Veredito: NAY – Parece que Lars von Trier trocou boas ideias e visão por egocentrismo e esse filme é a prova de que o diretor está indo na direção errada. Torcemos que volte a criar filmes que signifiquem mais do que provocação por provocação. Avaliação: 4

4- Blindspotting (2018)

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Faltando poucos dias para terminar sua liberdade condicional, um homem começa a reavaliar seu relacionamento com seu melhor amigo. Escrito pelos astros do filme, Rafael Casal e Daveed Diggs, Blindspotting é uma das melhores surpresas do ano passado que, assim como outros filmaços (First Reformed, Madeline’s Madeline, entre outros), acabou não tendo o reconhecimento merecido nas principais premiações. Misto de drama e comédia, o filme trata de assuntos como racismo, amizade e cultura de maneira sincera e com ótimo senso de humor, principalmente através da química entre os personagens. A direção um pouco confusa quanto ao estilo que quer seguir e o uso de coincidências, que acredito diminuir a força do roteiro, acabam sendo seus pontos negativos.

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Rafael Casal e Daveed Diggs

Veredito: YAY – Blindspotting pode não ser perfeito, porém tem muito a dizer e o faz com ótimo senso de humor, que, somados às ótimas atuações, acaba sendo um filme importante e poderoso. Avaliação 8

 

Dica TV: Babylon Berlin (2017- )

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Em minha relativamente recente obsessão por séries internacionais, Netflix, sem dúvida, tem sido uma grande aliada. Foi na gigante plataforma de streaming que encontrei a excelente série alemã Babylon Berlin. A série, grande sucesso em seu país de origem, é baseada na bem sucedida série de romances do escritor alemão Volker Kutscher. Trata-se de uma série épica noir sobre um detetive alemão Gereon Rath (Volker Bruch) que é enviado à Berlim com o objetivo de desvendar um crime. Rath tem o apoio de sua secretária Charlotte Ritter (Liv Lisa Fries). A série é situada na Berlim do final dos anos 1920, em uma época importante de mudanças políticas e sociais no país. Dirigida por um trio de diretores, Henk Handloegten, Tom Tykwer, Achim von Borries, trata-se de uma superprodução, considerada a mais cara da Europa. E todo esse investimento é notado pela produção super caprichada, com cenários, locações e figurinos impecáveis. Repleta de reviravoltas, suspense e também comédia, além de números musicais belíssimos. Ah, e o elenco também é excelente, principalmente Volker Bruch e Liv Lisa Fries, que esbanjam carisma além de talento para dança. Há duas temporadas disponíveis na Netflix e uma terceira já está em produção com previsão de estreia no final de 2019. Uma das melhores séries que vi esse ano.

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Liv Lisa Fries e  Volker Bruch 

 

 

Yay or Nay: Filmes

1- Paddington 2 (2017)

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Paddington, agora estabelecido com a família Brown, é um feliz membro da comunidade local. Com o objetivo de juntar dinheiro para comprar o presente perfeito para os 100 anos de sua tia Lucy, acaba aceitando os mais variados trabalhos. Tudo muda quando o presente é roubado e Paddington acaba sendo acusado do roubo e condenado à prisão. Sequencia do divertido Paddington (2014), esse segundo filme é um dos raros casos em que a sequencia é superior ao original. Mesmo que a trama central não grite originalidade, o longa faz o máximo do simples e eficiente roteiro, com uma animação caprichada, personagens, sobretudo Paddington, esbanjando carisma, uma trama envolvente e divertida, além de um delicioso vilão, interpretado com gosto por Hugh Grant. O filme também é um sucesso de público, principalmente na Europa, tendo faturado mundialmente até o momento mais de $225 milhões. Avaliação: 8

Veredito: YAY – Encantador, emocionante e engraçado, Paddington é um deleite de filme, sendo um dos melhores longa do ano. Se continuar assim, a terceira parte, ainda não confirmada, será uma obra-prima.

2- Truth or Dare (2018)

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Uma inofensiva brincadeira de Verdade ou Desafio entre amigos acaba se tonando mortal quando alguém ou algo, começa a punir aqueles que mentirem ou se recusarem a cumprir o desafio. Último filme da Blumhouse a ser lançada nos cinemas, trata-se de um grande declínio em qualidade da prolifera produtora de filmes de horror, que produziu, entre outros, sucessos como Get Out (2017)Split (2017). Estrelado por jovens atores de tv, como Lucy Hale e Tyler Posey, o longa até apresenta uma ideia, porém não a desenvolve eficientemente e simplesmente não assusta, o que é o principal objetivo desse gênero. O efeito na face dos atores, quando os mesmo estão, hum… possuídos?, é absolutamente risível. Ainda assim, a um custo ínfimo de $3.5 milhões e arrecadando até o momento quase $50 milhões no mundo, pode ser considerado um sucesso. Avaliação: 4

Veredito: NAY – Truth or Dare é uma bobagem que não merece ser vista nos cinemas, porém, se o objetivo é dar umas boas risadas involuntárias, até recomendo dar uma espiada descompromissada quando o filme estiver disponível nas plataformas de streaming.

3- The Levelling (2016)

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Situado em Somerset, Inglaterra, conta a história de Clover Catto, futura veterinária que retorna à fazendo onde cresceu, após receber a noticia que seu irmão Harry havia falecido em um aparente suicídio. Encontrando a fazendo em um péssimo estado de abandono após inundações que afetaram a área meses antes, a jovem tem de enfrentar seu pai, com quem tem um relacionamento complicado. Primeiro longa da diretora Hope Dickson Leach, The Levelling trata com sensibilidade em temas como luto e culpa e o faz com admirável talento. Alem de trazer um excelente trabalho da atriz Ellie Kendrick, vista em Game of Thrones (2011- )Avaliação: 8

 

Veredito: YAY – Trata-se de um filme simples porém absolutamente denso, triste e sombrio. Um êxito.

Review Filme: Thelma (2017)

 

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Sinopse: Uma garota religiosa começa a viver em negação quando percebe estar atraída por uma colega de faculdade, que está apaixonada por ela. Isso faz com que comece a ter convulsões, descobrindo possuir poderes psicocinéticos com resultados devastadores.

Thelma tem sido comparado com o clássico Carrie (1976), que também lidava com uma jovem religiosa com poderes sobrenaturais no despertar de sua sexualidade. A comparação é logicamente um ótimo elogio, mesmo que o longa não atinja o brilhantismo do mestre Brian De Palma. Ainda assim, trata-se de um filme muito interessante, com o diretor Joachim Trier, do elogiado Oslo, 31. august (2011), conduzindo com grande talento o despertar sexual de sua personagem e a culpa que sente por ter esses desejos, tudo com a mesma intensidade e repleto de simbolismos. O toque sobrenatural, até sua primeira metade, parece lidar mais como uma metáfora, uma energia liberada em consequência da auto – repressão. A partir daí o filme foca na origem desses poderes, mudando o tom do longa para um gênero completamente diferente. Infelizmente essa segunda parte, quase um filme de origem de um super herói, é menos interessante.

Veredito:  Mesmo que perca a força em sua segunda metade, trata-se de um estranho, estiloso e decididamente belo filme sobre identidade.

Avaliação: 7

Dica Filme: 10.000 Km (2014)

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O filme segue a história de Alex (Natalia Tena) e Sergi (David Verdaguer), um casal que vive feliz em Barcelona e planejam ter o primeiro filho. Seus planos mudam quando Alex recebe uma bolsa de estudos de um ano em Los Angeles. O filme mostra como o casal lida com a distancia, tendo de manter um relacionamento online. A partir de então acompanhamos todas a fases desse relacionamento à distancia, desde o suporte, a saudade, o sexo virtual e as inevitáveis discussões.

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Ancorado por ótimas atuações da dupla, o jovem e talentoso diretor Carlos Marques-Marcel arrisca filmando o longa em apenas dois cenários e ocupando quase que seu total com as conversas online entre o casal. O resultado é realista e fascinante, em que testemunhamos duas pessoas apaixonadas tentando, com ajuda da tecnologia, manter o relacionamento vivo, ao mesmo tempo em que realiza um sonho profissional em um novo país, no caso de Alex e segue com sua rotina, no caso de Sergi. E é absolutamente doloroso quando vemos, em pequenos gestos e expressões, como a distância, inevitavelmente, ameaça o futuro da relação. O filme está disponível no catalogo da Amazon Prime US. Recomendo! Avaliação: 7,5

Next:

Para que achou que Natalia Tena parecia familiar, é porque a atriz britânica interpretou Osha em uma sériezinha chamada Game of Thrones (2011– ). Entre seus recentes trabalhos recentes estão o drama Amar (2017) e a comédia Anchor and Hope (2017), em que se reuniu com David Verdaguer e o diretor Carlos Marques-Marcel.

David Verdaguer é um ator espanhol e tem entre seus trabalhos recentes as comédias No culpes al karma de lo que te pasa por gilipollas (2016)Anchor and Hope (2017).