Dica Filme: Tramps (2016)

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Para quem gosta de comédias românticas como eu sabe que esse gênero está desgastado e é quase impossível achar um bom filme recente. Porém, como disse, quase impossível. Um ótimo exemplo pode ser encontrado no catálogo da Netflix. Trata-se de Tramps, filme dirigido por Adam Leon. Danny (Callum Turner), jovem que tem o sonho de se tornar um chefe de cozinha, aceita fazer um trabalho para seu irmão. Ele deve se encontrar com Ellie (Grace Van Patten), que o levará até uma estação, onde deverá trocar uma maleta por outra. O problema é que Danny se confunde e acaba fazendo a troca por maleta errada e ambos passam os próximos dias tentando reparar o erro. A história, bastante simples, não é o forte do filme, mas sim a atração que os personagens passarão a sentir pelo outro no decorrer do filme. E o que torna esse filme acima da média é o carisma dos atores e o fato de terem uma excelente química na tela. Mesmo pecando por falta de consequências, ou desenvolvimento de personagens secundários, que fariam algumas atitudes mostradas no filme mais plausíveis, é impossível não se envolver na história e torcer pelo casal. Recomendo!

Avaliação: 7

NEXT:

Callum Turner tem como próximo projeto o filme Fantastic Beasts: The Crimes of Grindelwald, previsto para este ano.

Grace Van Patten pode ser vista no ótimo The Meyerowitz Stories (New and Selected) (2017), também da Netflix.

Review: Mom and Dad (2017)

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Sinopse: Uma adolescente e seu irmão tentam sobreviver após um surto de origem desconhecida faz com que pais tentam matar os próprios filhos.

Recomendo porque: Selma Blair e Nicolas Cage são as melhores coisas do filme.

Poderia ser melhor se: Apesar da dupla de atores, o filme tem um fiapo de roteiro que não se sustenta, mesmo tendo curta duração. O filme flerta porém não desenvolve a idéia de que esse surto só maximiza os sentimentos de violência que os pais já sentem pelos filhos. Melhor resultado teria se tivesse aprofundado mais no relacionamento dos pais com as crianças e menos no corre corre.

Veredito: Trata-se de um filme B,  por vezes divertido mas totalmente esquecível.

Avaliação: 5

 

Dica Filme: The Student (2016)

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Adaptação de uma peça chamada Martyr, The Student (Uchenik) é um excelente filme russo dirigido por Kirill Serebrennikov. Polêmico e satírico, conta a história do estudante  Veniamin (Pyotr Skvortsov), que se torna cristão fanático e passa a confrontar todos que, de acordo com sua interpretação literal da bíblia, vivem e agem em desacordo com o livro sagrado. Mesmo agindo descontroladamente para provar seu ponto, Veniamin, ao invés de sofrer punição, acaba até incentivando a diretoria a mudar algumas políticas escolares. Tratando de temas como religião e homofobia, The Student é uma crítica social pesadíssima contra a atual política russa. O elenco, encabeçado por Pyotr Skvortsov, é excelente. Estrelam também Aleksandr Gorchilin e Viktoriya Isakova. Recomendo!

Avaliação: 8

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Pyotr Skvortsov

 

 

 

 

 

 

 

Review: Jungle (2017)

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Sinopse: Dirigido por Greg McLean (Wolf Creek, 2005) e baseado na história real de Yossi Ginsberg, o filme conta a história de um grupo de amigos que são convencidos por um guia à se aventurarem pela selva Amazônica em busca de uma vila indígena. Após um acidente, Yossi (Daniel Radcliffe) tenta sobreviver sozinho contra os perigos da selva. Completam o elenco os australianos Alex Russell e Joel Jackson.

Recomendo porque: Recomendo é uma palavra um pouco forte, porém quem queira matar o tempo e não exija muito, o filme tem alguns momentos tensos e Radcliffe entrega uma atuação sólida. A química com outros personagens também funciona.

Poderia ser melhor se: Com quase duas horas de duração, o filme demora a engrenar, portanto poderia ter sido mais enxuto. Possui também várias decisões ruins, como flashbacks e alucinações que só diminuem a carga dramática do filme.

Veredito: O resultado é um filme decepcionante, que não traz nenhuma novidade ao gênero, porém pode até funcionar para uma sessão descompromissada.

Avaliação: 5

NEXT: 

Daniel Radcliffe tem entre próximos projetos o filme de ação Beast of Burden (2018)

Joel Jackson estará na minissérie australiana Safe Harbour (2018-).

Alex Russell pode ser visto no filme Only the Brave (2017) e na série de tv S.W.A.T. (2017-).

O filme está disponível no catálogo da Amazon Prime.

Dica Filme: Nobody’s Watching (2017)

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Nobody’s Watching é mais uma grata surpresa da excelente safra de filmes do ano passado. Dirigido pela diretora argentina Julia Solomonoff, conta a história de Nico (o argentino Guillermo Pfening, excelente), um ator de telenovelas argentino tentando fazer carreira nos Estados Unidos. Entre trabalhos de garçom e cuidando do bebê de uma amiga, Nico enfrenta a dura realidade para atores latinos no mercado norte americano. Claro que imigração e preconceito são temas óbvios a serem tratados, porém o foco do filme é a crise existencial do personagem, que procura se encontrar profissionalmente e pessoalmente (Nico ainda não superou o fim de um relacionamento complicado com outro homem em seu país de origem), enquanto vive uma vida de mentiras. Trata-se de um filme absolutamente cativante. Recomendo.

Avaliação: 8

Guillermo Pfening levou o prêmio de melhor ator no festival de Tribeca e tem, entre próximos projetos, o filme de temática gay My Best Friend (Mi menor amigo) previsto para esse ano.

Review: Sunset Song (2015)

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Ainda não tive a chance de checar o último filme do inglês Terence Davies, o elogiado A Quiet Passion (2016) com Cynthia Nixon, porém assisti seu anterior, Sunset Song, adaptação de um romance de 1932 sobre uma família de fazendeiros escoceses.

Sinopse: O filme se passa na Escócia no início dos anos 10 e conta a história de Chris (a ex-modelo Agyness Deyn), desde sua adolescência, quando sonhava em ser professora e lidava com os conflitos causados por seu violento pai até casada com seu vizinho (Kevin Guthrie) e com um filho pequeno, prestes a sofrer as consequências da Primeira Guerra Mundial.

Recomendo porque: É uma história bastante dramática e comovente, em que testemunhamos anos da vida dessa jovem, seus sonhos, o primeiro amor, o sofrimento causado pelo comportamento de seu pai, que desencadeia grandes tragédias. O filme é repleto de belíssimas cenas e momentos inspirados (alguns deles envolvendo canções).

Poderia ser melhor se: O filme por vezes parece episódico e teatral e cenas trágicas, que deveriam causar grande impacto, acabam se tornando rasas. Deyn, que também narra o filme, apesar de esforçada, não consegue segurar filme. O escocês Guthrie se sai melhor, porem é prejudicado pela terceira parte do filme, que é corrida e pouco convincente.

Veredito: O resultado é um filme mediano, ocasionalmente raso e um tanto cansativo, mas com momentos tocantes e belíssimos que merecem ser conferidos.

Avaliação: 6

Onde ver: Sunset Song está disponível no catalogo da NetflixA Quiet Passion no Amazon Prime.

NEXT:

Agyness Deyn tem como próximo projeto a série de tv Hard Sun, prevista para março de 2018 no HULU. Ela interpreta uma detetive ao lado de Jim Sturgess.

Kevin Guthrie estará no filme Fantastic Beasts: The Crimes of Grindelwald e na série da AMC The Terror, ambos previstos para 2018.

Review: Call Me By Your Name (2017)

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Finalmente consegui ver Call Me By Your Name, filme baseado no livro de mesmo nome (autor André Aciman, 2007) dirigido pelo excelente Luca Guadagnino.

Sinopse: Situado no Norte da Itália em 1983, Elio, de 17 anos, inicia um relacionamento com Oliver, assistente de pesquisas de seu pai, com quem se conecta sexualmente e intelectualmente.

Recomendo porque: Detalhista, Guadagnino não tem pressa em contar a história do primeiro amor e o faz com tamanha sensibilidade, intensidade e sensualidade raramente vistos no cinema. Aliás, é um dos filmes mais sensuais que já vi e o diretor abriu mão de cenas mais explícitas e nudez frontal, gerando até algumas curiosas reações negativas. O elenco está sensacional. Timothée Chalamet está excepcional e não ficarei surpreso se vê-lo ganhando o Oscar 2018 de melhor ator (mais sobre isso em futuros posts). Armie Hammer, que confesso, tinha minhas reservas quanto à sua escolha para o papel, está ótimo, assim como Michael Stuhlbarg, como o pai de Elio, que com seu discurso (indispensável) no final do filme, pode também sair com a estatueta dourada. Soma-se ainda uma linda trilha sonora composta por Sufjan Stevens.

Poderia ser melhor se: Impossível.

Veredito: Obra – prima obrigatória.

Avaliação: 10