Dica Filme: Nobody’s Watching (2017)

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Nobody’s Watching é mais uma grata surpresa da excelente safra de filmes do ano passado. Dirigido pela diretora argentina Julia Solomonoff, conta a história de Nico (o argentino Guillermo Pfening, excelente), um ator de telenovelas argentino tentando fazer carreira nos Estados Unidos. Entre trabalhos de garçom e cuidando do bebê de uma amiga, Nico enfrenta a dura realidade para atores latinos no mercado norte americano. Claro que imigração e preconceito são temas óbvios a serem tratados, porém o foco do filme é a crise existencial do personagem, que procura se encontrar profissionalmente e pessoalmente (Nico ainda não superou o fim de um relacionamento complicado com outro homem em seu país de origem), enquanto vive uma vida de mentiras. Trata-se de um filme absolutamente cativante. Recomendo.

Avaliação: 8

Guillermo Pfening levou o prêmio de melhor ator no festival de Tribeca e tem, entre próximos projetos, o filme de temática gay My Best Friend (Mi menor amigo) previsto para esse ano.

Dica TV: One Day at a Time (2017-)

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Em sua segunda temporada, One Day at a Time é uma das melhores séries da Netflix. Trata-se de uma sitcom (comédia de situação) em que mostra o cotidiano de uma família Cubana-Americana vivendo nos Estados Unidos nos dias atuais. Lidando com temas como imigração, tradições, preconceitos, orientação sexual e depressão, entre outros, a série é engraçada, inteligente e muitas vezes emocionante. O elenco, que conta com Justina Machado (Jane The Virgin) e a grande Rita Moreno, é impecável. Imperdível!

Review: Sunset Song (2015)

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Ainda não tive a chance de checar o último filme do inglês Terence Davies, o elogiado A Quiet Passion (2016) com Cynthia Nixon, porém assisti seu anterior, Sunset Song, adaptação de um romance de 1932 sobre uma família de fazendeiros escoceses.

Sinopse: O filme se passa na Escócia no início dos anos 10 e conta a história de Chris (a ex-modelo Agyness Deyn), desde sua adolescência, quando sonhava em ser professora e lidava com os conflitos causados por seu violento pai até casada com seu vizinho (Kevin Guthrie) e com um filho pequeno, prestes a sofrer as consequências da Primeira Guerra Mundial.

Recomendo porque: É uma história bastante dramática e comovente, em que testemunhamos anos da vida dessa jovem, seus sonhos, o primeiro amor, o sofrimento causado pelo comportamento de seu pai, que desencadeia grandes tragédias. O filme é repleto de belíssimas cenas e momentos inspirados (alguns deles envolvendo canções).

Poderia ser melhor se: O filme por vezes parece episódico e teatral e cenas trágicas, que deveriam causar grande impacto, acabam se tornando rasas. Deyn, que também narra o filme, apesar de esforçada, não consegue segurar filme. O escocês Guthrie se sai melhor, porem é prejudicado pela terceira parte do filme, que é corrida e pouco convincente.

Veredito: O resultado é um filme mediano, ocasionalmente raso e um tanto cansativo, mas com momentos tocantes e belíssimos que merecem ser conferidos.

Avaliação: 6

Onde ver: Sunset Song está disponível no catalogo da NetflixA Quiet Passion no Amazon Prime.

NEXT:

Agyness Deyn tem como próximo projeto a série de tv Hard Sun, prevista para março de 2018 no HULU. Ela interpreta uma detetive ao lado de Jim Sturgess.

Kevin Guthrie estará no filme Fantastic Beasts: The Crimes of Grindelwald e na série da AMC The Terror, ambos previstos para 2018.

Review: Call Me By Your Name (2017)

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Finalmente consegui ver Call Me By Your Name, filme baseado no livro de mesmo nome (autor André Aciman, 2007) dirigido pelo excelente Luca Guadagnino.

Sinopse: Situado no Norte da Itália em 1983, Elio, de 17 anos, inicia um relacionamento com Oliver, assistente de pesquisas de seu pai, com quem se conecta sexualmente e intelectualmente.

Recomendo porque: Detalhista, Guadagnino não tem pressa em contar a história do primeiro amor e o faz com tamanha sensibilidade, intensidade e sensualidade raramente vistos no cinema. Aliás, é um dos filmes mais sensuais que já vi e o diretor abriu mão de cenas mais explícitas e nudez frontal, gerando até algumas curiosas reações negativas. O elenco está sensacional. Timothée Chalamet está excepcional e não ficarei surpreso se vê-lo ganhando o Oscar 2018 de melhor ator (mais sobre isso em futuros posts). Armie Hammer, que confesso, tinha minhas reservas quanto à sua escolha para o papel, está ótimo, assim como Michael Stuhlbarg, como o pai de Elio, que com seu discurso (indispensável) no final do filme, pode também sair com a estatueta dourada. Soma-se ainda uma linda trilha sonora composta por Sufjan Stevens.

Poderia ser melhor se: Impossível.

Veredito: Obra – prima obrigatória.

Avaliação: 10