New Generation: Boys – Germany

1- Jannis Niewöhner

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Jannis nasceu na Alemanha em 1992 e é um dos jovens atores de maior ascensão no país. Sua carreira começou a decolar quando conseguiu o papel na trilogia de filmes: Rubinrot (2013), Sapphire Blue (2014) e Emerald Green (2016). Essa trilogia é baseada na série de livros escrita por Kerstin Gier. Pelo último filme, acabou ganhando o prêmio alemão Jupiter Award de melhor ator.

Ainda sobre seu trabalho no cinema, destacam-se o drama 4 Kings (2015), ao lado de Clemens Schick, Jonathan (2016), que vi e é um drama interessante em que seu personagem descobre que seu pai, que está morrendo, teve um relacionamento gay no passado. O filme está disponível no catálogo da Hulu.

E tem também a comédia High Society (2017), que também vi e é uma bobagem por vezes divertida. Jannis contracena nesse filme com diversos jovens também em ascensão, como Emilia Schüle, Jannik Schümann e Marc Benjamin, que também falarei sobre em próximos posts.

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O ator também esteve no drama Godless Youth (2017), também com Jannik Schümann e Asphaltgorillas (2018), ambos sem previsão de estreia nos Estados Unidos. Na tv, fez a série Maximilian (2017), disponível para locação no Amazon Prime e Beat (2018), série original da Amazon Prime, que ainda não recebeu sinal verdade para a segunda temporada. Com essa série, o belo e talentoso ator inicia sua carreira internacional.

Seus próximos projetos são os dramas Narziss und Goldmund e Kids Run, ambos previstos para 2019.

2- David Schütter

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Outro jovem em ascensão, David nasceu em Hamburg, Alemanha em 1991 e é neto de famoso ator, diretor e diretor de teatro na Alemanha. Foi em Hamburg mesmo que se formou em drama e começou sua carreira na tv alemã na série The Peppercorns (2009- 11).

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Seu filme de estreia foi Gaming Instinct (2013)  em que atua ao lado de Jannik Schümann. Esteve também em Supernova (2014) We Are Young. We Are Strong (2014). Nesse último, David interpreta um personagem neo nazista e atua ao lado do jovem astro Jonas Nay (Deutschland 83). Nesse mesmo ano o jovem interpretou um garoto de programa no curta Porn Punk Poetry, trabalho pelo qual concorreu a premio de melhor ator em Nice.

Em 2018 David esteve em vários projetos, entre eles o drama Right Here Right Now, a comédia Klassentreffen, estrelada pelo astro Til Schweiger, o elogiadíssimo drama histórico Never Look Away, representante da Alemanha para o Oscar 2019 e a série de sucesso 4 Blocks, disponível na Amazon Prime Video. 

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Como futuros projetos estão a minissérie Walpurgisnacht, Sweethearts, ao lado de Frederick Lau e a também minissérie 8 Tage, produção Sky Germany, responsável por grandes sucessos como as séries Das Boot (2018- ), que irá estrear ainda esse ano na Hulu e a excelente Babylon Berlin (2017- ), disponível na Netflix. O jovem, que já trabalhou como modelo para marcas como Levi’s, assim como, bem… Brad Pitt, adora rap, escrever e é sempre comparado à James Dean.

3- Aaron Altaras

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Nascido em Berlim em 1995, Aaron é filho de pais artistas. Sua mãe é diretora e atriz e seu pai compositor. O ator começou cedo sua carreira, estreando com o filme para tv Mogelpackung Mann em 2004. Aaron tinha apenas 9 anos.

Após sua estreia, fez várias aparições na tv, mesmo que, no começo, a contragosto de seus pais. Logicamente, seus pais acabaram apoiando a carreira do filho. Em seguida esteve em Not All Were Murderers (2006), filme que conta a história de um jovem judeu que sobreviveu ao Holocausto e depois se tornou um ator reconhecido. Aaron interpretou o personagem título e o filme foi premiado em uma das mais prestigiadas premiações da tv alemã.

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Aaron confessou que se afastou da carreira de ator para estudar filosofia em Amsterdam, porém logo retornou à carreira que tem mais paixão. Em 2018 estreou no drama Mario, drama gay que indiquei no blog anteriormente. No filme, o ator interpreta um jogador de futebol gay que se apaixona por outro jogador e ambos tem que escolher entre o amor que sentem um pelo outro e a paixão pela profissão.

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O jovem, também fã do esporte, tem falado em entrevistas sobre a importância desse filme contra a grande  homofobia presente nesse universo. Além de Mario, disponível para locação online, Aaron tem outro filme estreando nos cinemas.  Trata-se de The Invisibles (2017), filme elogiado que mostra a história de 4 jovens judeus que aprenderam a se esconder a vista de todos em pleno Nazismo.

 

Dica: Filmes

1- Mary Poppins Returns (2018)

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Mary Poppins está de volta! Décadas após o original de 1964, filme que imortalizou Julie Andrews como a babá com poderes mágicos, a Disney resolveu trazer de volta a personagem, no que, considerando a legião de fãs do clássico, pareceu ser um movimento consideravelmente arriscado. Afinal, quem poderia substituir tamanho ícone? A resposta veio com a formidável Emily Blunt, injetando charme novo, porém sem destoar muito da personagem principal. Na nova trama, Mary Poppins retorna para ajudar os irmãos Banks e os filhos de Michael (Ben Whishaw, ótimo) durante uma fase difícil de suas vidas. O filme ainda adiciona Lin-Manuel Miranda, o que para mim, acaba sendo a parte mais fraca do longa. Seu personagem poderia ser editado sem afetar absolutamente nada na história. No final, mesmo o filme não sendo muito ambicioso em termos de roteiro, caprichados efeitos especiais, ótimo elenco, especialmente Emily Blunt  e uma boa mensagem fazem de Mary Poppins Returns um filme divertido e nostálgico. Ah, as musicas também são um deleite. Nos cinemas. Avaliação: 7,5

2- Roma (2018)

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Wow…A foto acima é apenas um exemplo dos muitos momentos belíssimos presentes nessa obra-prima do excelente diretor Alfonso Cuarón. Trata-se de Roma, que mostra um ano da vida de uma empregada doméstica que trabalha para uma família de classe media no México dos anos 70. O filme é baseado na própria vida do diretor, que dedicou o filme à verdadeira empregada, que inspirou a personagem Cleo (estréia da revelação Yalitza Aparicio). O filme, merecidamente, vem colhendo importantes prêmios de melhor filme e direção, sendo o favorito ao Oscar de filme estrangeiro. Cuarón também pode sair com a estatueta de diretor. O filme segue a personagem e acompanhamos sua rotina, o primeiro amor, decepções, a amizade com a outra empregada e sua extrema dedicação à família pela qual trabalha, principalmente as crianças. Tudo filmado com extremo detalhe e beleza e jamais caindo na monotonia. É sem dúvida um dos mais belos filmes do ano passado e arrisco dizer da última década. Obrigatório. O filme é original da Netflix. Avaliação: 9

3- Anchor and Hope (2017)

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O filme mostra um casal gay formado por Eva e Kat, que resolvem ter um filho e pedem a ajuda de Roger, amigo de Kat, para ser o doador do esperma. Com essa premissa, o filme tenta, de maneira satisfatória, mostrar as consequências desse compromisso, onde apenas Eva parece estar pronta para a maternidade e também o papel de Roger na vida da criança. O filme, dirigido por Carlos Marques-Marcel, que antes fez o superior 10.000 Km (2014), que indiquei no blog, se reune com os atores Natalia Tena e David Verdaguer, que mantem ótima química. O filme começa bem e se aprofunda nos personagens o suficiente para investirmos na história, porém ao ponto que os problemas vão surgindo, o diretor perde um pouco a mão e o longa fica menos interessante e totalmente previsível. Ainda assim, é um filme charmoso, tem bons momentos e um ótimo elenco, incluindo Oona Chaplin e participação pequena de sua mãe na vida real, Geraldine Chaplin. Disponível para locação online. Avaliação: 7

4- Anna and the Apocalypse (2017)

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Em pleno Natal, um apocalipse zumbi ameaça a cidade Little Haven, forçando Anna e seus amigos a lutarem para sobreviver. Mistura de gêneros como comédia, horror e musical, tive minhas esperanças desse longa ser, ok, não brilhante como Shaun of the Dead (2004), mas tão divertido quanto Zombieland (2009). Nope. Anna and the Apocalypse não é ruim, porém é muito menos divertido do que tinha potencial de ser. O filme tem seus momentos, importante dizer (um número musical em especial com uma canção sobre o papai Noel é hilária) e o elenco é carismático, porem os personagens acabam, em sua maioria, sendo rasos devido ao material limitado e o longa enfraquece consideravelmente na segunda metade. Mesmo não sendo tão engraçado quanto prometia, acaba sendo um filme decente e que entretem. Disponível para locação online. Avaliação: 6

 

 

Yay or Nay: Filmes

1- Mario (2018)

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Dois jovens jogadores de futebol se apaixonam e acabam tendo de escolher entre a paixão que sentem um pelo outro e a paixão pelo esporte. A homossexualidade, infelizmente, ainda é tabu para grande parte da sociedade e quase assunto proibido no mundo do futebol. Mario, assim como The Pass (2016) anteriormenteé uma grata surpresa, sendo bastante realista ao mostrar os efeitos que um relacionamento gay pode causar entre todos envolvidos em um mundo sabidamente machista. O elenco formado pelo alemão Aaron Altaras e principalmente o suíço Max Hubacher são talentosos e carismáticos.

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Veredito: YAY – Mesmo não sendo inovador, Mario é bastante eficiente e por vezes tocante, ainda que um pouco tímido e longo demais. Recomendo. Avaliação 7

2- The Marriage (2017)

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Bekim e Anita vão se casar, porém a noiva não sabe que seu futuro marido continua apaixonado por seu melhor amigo, o jovem Nol. Trata-se do filme representante de  Kosovo para a categoria de melhor filme estrangeiro do Oscar 2019. Porém o filme ficou fora da lista de finalistas da categoria. Dirigido por uma mulher, Blerta Zeqiri, The Marriage acerta ao fugir do dramalhão, preferindo por uma visão mais leve, porem não menos triste onde Bekim, mesmo apaixonado, mantem sua ideologia do casamento heterossexual conforme exigido pela sociedade homofóbica e mantendo Nol um segredo para todos. O elenco formado por Alban Ukaj, Adriana Matoshi e  Genc Salihu é excelente.

Veredito: YAY – Sólido e tocante filme que mostra três pessoas em busca do amor sendo guiadas por uma sociedade intolerante.  Avaliação 7,5

3- The House That Jack Built (2018)

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O filme mostra, no decorrer de 12 anos, a história de Jack, um inteligente assassino em série. O último filme do provocateur Lars von Trier parece mais um grito de desespero de um diretor que já fez muita coisa interessante, sobretudo o brilhante Melancholia (2011), e agora só quer chamar atenção. Antes de Jack, fez os também polêmicos Nymphomaniac: Vol. I e Vol. II (2013), que mostram, com sua visão e humor singulares, temas como amor e sexo alem de uma excelente performance de Charlotte Gainsbourg. Não é o caso desse filme, que, no intuito de fazer um estudo de personagem, no caso um serial killer, acaba mostrando um retrato vazio, pouco dramático, repleto de cenas violentas, chocantes e grosseiras e, pasmem, completamente tedioso.

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Veredito: NAY – Parece que Lars von Trier trocou boas ideias e visão por egocentrismo e esse filme é a prova de que o diretor está indo na direção errada. Torcemos que volte a criar filmes que signifiquem mais do que provocação por provocação. Avaliação: 4

4- Blindspotting (2018)

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Faltando poucos dias para terminar sua liberdade condicional, um homem começa a reavaliar seu relacionamento com seu melhor amigo. Escrito pelos astros do filme, Rafael Casal e Daveed Diggs, Blindspotting é uma das melhores surpresas do ano passado que, assim como outros filmaços (First Reformed, Madeline’s Madeline, entre outros), acabou não tendo o reconhecimento merecido nas principais premiações. Misto de drama e comédia, o filme trata de assuntos como racismo, amizade e cultura de maneira sincera e com ótimo senso de humor, principalmente através da química entre os personagens. A direção um pouco confusa quanto ao estilo que quer seguir e o uso de coincidências, que acredito diminuir a força do roteiro, acabam sendo seus pontos negativos.

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Rafael Casal e Daveed Diggs

Veredito: YAY – Blindspotting pode não ser perfeito, porém tem muito a dizer e o faz com ótimo senso de humor, que, somados às ótimas atuações, acaba sendo um filme importante e poderoso. Avaliação 8

 

Preview 2019 – Séries

Para quem não conseguiu dar conta de todas as séries que estrearam ano passado (um recorde de 495 séries com roteiro), em 2019 não deverá ser diferente. Porém, como é impossível dar conta de ver tudo (sem contar os filmes), natural que acabemos selecionando o que assistir, seja por gosto pessoal, pelo elenco ou séries aclamadas pela critica. Claro que assim como ano passado, terá muita coisa ruim e descartável. A partir desse post, irei listar as séries mais esperadas do ano, sejam novas ou retornando, americanas ou internacionais, de streaming ou tv a cabo. E que seja um ótimo ano para a tv.

1- The Umbrella Academy 

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Sinopse: Após pai adotivo morrer, seis jovens com superpoderes se reunem depois de anos, com o objetivo de desvendar sua morte e salvar o mundo.

Sobre: Baseado nos quadrinhos de Gerard Way, cantor da banda My Chemical Romance(?!), trata-se de uma das maiores apostas da Netflix para o ano. Criado por Jeremy Slater, responsável pela boa e subestimada série The Exorcist (2016-2018) e com um elenco interessante composto por Ellen Page, Tom Hopper e Robert Sheehan, The Umbrella Academy parece ser bastante divertida e seu trailer recentemente divulgado não decepcionou. Espere por um sucesso mais no nível de Chilling Adventures of Sabrina (2018– ) do que  Stranger Things (2016– ). Logo saberemos pois a série estreia já no próximo mês, dia 15 de fevereiro na Netflix.

2- Sex Education

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Sinopse: Otis é um jovem estudante inexperiente que vive com a mãe, que é terapeuta sexual. Aproveitando seus conhecimentos teóricos sobre sexo, devido à sua exposição ao tema, acaba, junto com outra estudante, abrindo sua própria “clinica sexual” na escola.

Sobre: Também da Netflix, Sex Education já estreou na plataforma e vem fazendo considerável barulho e logo sua renovação deve ser anunciada. Trata-se do primeiro projeto da criadora Laurie Nunn, que faz um ótimo trabalho, mesmo não tendo muita experiencia. Sua série é divertida, atrevida e com coração. Porém seu ponto alto é o excelente elenco, muitos deles novatos. Estrelada por Gillian Anderson, com ótimo timing cômico e pelo britânico Asa Butterfield, esbanjando carisma. Essa já vi e recomendo.

3- True Detective Season 3

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Sinopse: Detetive aposentado Wayne Hays (Mahershala Ali) é chamado para rever um caso que ele mesmo investigou décadas atras sobre o desaparecimento de duas crianças.

Sobre: Terceira parte da famosa série da HBO, que colheu todos os prêmios em sua temporada de estreia em 2014, um trabalho inovador e com excelentes atuações, seguida por uma segunda totalmente equivocada, que quase causou seu cancelamento. Temporada 3, novamente sob o comando do criador Nic Pizzolatto, estreou recentemente e vem colhendo sólidas críticas. Com um ótimo elenco formado por Mahershala Ali, Stephen Dorff e Carmen Ejogo, a série, mesmo não tendo o hype da primeira, está em alta e Pizzolatto já tem ideias para uma quarta.

4- Fleabag Season 2

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Sinopse: As novas aventuras de uma jovem e complicada mulher vivendo em Londres.

Sobre: Já falei sobre essa série no blog e repito, trata-se de uma das melhores séries que já vi. Criada pela excelente Phoebe Waller-Bridge (também criadora da série sensação de 2018, Killing Eve, que falarei mais em futuro post) Fleabag finalmente retorna, após 3 anos, para sua segunda temporada. Não se sabe muito sobre detalhes da trama, porém o elenco todo estará de volta, incluindo a sensacional Olivia Colman, além da adição do irlandês Andrew Scott. Fleabag está entre minhas séries mais esperadas do ano e sua previsão de estréia é no próximo verão, na Amazon. Como brinde, segue imagem da segunda temporada:

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5- Devs 

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Sinopse: Uma jovem engenheira da computação se infiltra em uma empresa de tecnologia, que acredita estar por trás do desaparecimento de seu namorado.

Sobre: Não há muita informação ainda sobre o projeto, porém trata-se de uma série escrita e dirigida pelo excelente diretor britânico Alex Garland. Mesmo tendo dirigido apenas dois filmes, o britânico é um dos diretores de maior ascensão em Hollywood. Isso porque esses filmes são o excelente Ex Machina (2014), com Alicia Vikander e a obra prima Annihilation, um dos melhores filmes do ano passado, presente na maioria das listas dos melhores do ano, porém injustamente ignorado pelas premiações. Ou seja, nem precisamos saber muito sobre para já incluir a série na lista das mais esperadas de 2019. O elenco é bastante interessante, com Sonoya Mizuno, que se destacou na série da Netflix Maniac (2018), com Emma Stone, além de Nick Offerman e o jovem Karl Glusman. Deve estrear no final do ano no canal FX.

 

 

Dica TV: Babylon Berlin (2017- )

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Em minha relativamente recente obsessão por séries internacionais, Netflix, sem dúvida, tem sido uma grande aliada. Foi na gigante plataforma de streaming que encontrei a excelente série alemã Babylon Berlin. A série, grande sucesso em seu país de origem, é baseada na bem sucedida série de romances do escritor alemão Volker Kutscher. Trata-se de uma série épica noir sobre um detetive alemão Gereon Rath (Volker Bruch) que é enviado à Berlim com o objetivo de desvendar um crime. Rath tem o apoio de sua secretária Charlotte Ritter (Liv Lisa Fries). A série é situada na Berlim do final dos anos 1920, em uma época importante de mudanças políticas e sociais no país. Dirigida por um trio de diretores, Henk Handloegten, Tom Tykwer, Achim von Borries, trata-se de uma superprodução, considerada a mais cara da Europa. E todo esse investimento é notado pela produção super caprichada, com cenários, locações e figurinos impecáveis. Repleta de reviravoltas, suspense e também comédia, além de números musicais belíssimos. Ah, e o elenco também é excelente, principalmente Volker Bruch e Liv Lisa Fries, que esbanjam carisma além de talento para dança. Há duas temporadas disponíveis na Netflix e uma terceira já está em produção com previsão de estreia no final de 2019. Uma das melhores séries que vi esse ano.

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Liv Lisa Fries e  Volker Bruch 

 

 

Yay or Nay: Filmes

1- The Favourite (2018)

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Na Inglaterra do inicio do século 18, a rainha Anne (Olivia Colman, sublime) ocupa o trono, porem é sua amiga próxima Lady Sarah (Rachel Weisz) quem governa o país em seu lugar. A dinâmica entre as duas é ameaçada com a chegada da nova servente Abigail (Emma Stone, em mais uma excelente atuação). Trata-se do mais recente filme do grego Yorgos Lanthimos, diretor dos interessantíssimos The Lobster (2015) e The Killing of a Sacred Deer (2017). Apesar de reconhecer o talento de Lanthimos, sempre achei seus filmes um tanto frios demais para meu gosto. Essa percepção sem duvida não se aplica a The Favourite. Considerado por muitos como seu filme mais “acessível”, de forma alguma isso pode ser considerado algo negativo, não com uma obra tão elegante, tecnicamente impecável, repleto de momentos memoráveis (uma cena de dança, em particular, é primorosa) e atuações superlativas.

Veredito: YAY – Tratando com um delicioso humor negro de temas como ambição e poder, entre outros, The Favourite é inteligente, absurdo e hilário e traz um trio de atrizes que sem duvida estará onipresente na próxima temporada de prêmios de cinema. Um dos melhores filmes do ano. Avaliação: 9

2- The Cakemaker (2017)

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Um confeiteiro alemão viaja para Jerusalem em busca da esposa e filho de seu amante falecido. Representante de Israel para o Oscar 2019 de melhor filme estrangeiro, o filme acabou não ficando entre os finalistas. Interpretado de forma internalizada e sensível pelo jovem ator alemão Tim Kalkhof, o filme não perde tempo tentando desmistificar os sentimentos de seu personagem, que parece apenas estar agindo por instinto.  O que, de forma eficaz, evita que a obra se torne um dramalhão. Interessante também como os bolos e doces que o protagonista faz tem papel fundamental no filme, agindo como ferramenta importante na conexão entre os personagens.

Veredito: YAY –  Mais que um filme de temática gay, The Cakemaker trata de forma sensível e evitando polêmica, o amor e suas mais variáveis formas de expressão. Recomendo. Avaliação: 8

3- Mary Queen of Scots (2018)

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O filme conta a historia de Mary Stuart (Saoirse Ronan, excelente) que, na tentativa de destronar sua prima Elizabeth I (Margot Robbie), rainha da Inglaterra, acaba condenada há anos de prisão antes de ser executada. Filme de estreia de Josie Rourke, Mary Queen of Scots, a diretora merece credito pela escolha ambiciosa como primeiro trabalho, porem, infelizmente, o resultado acaba sendo apenas mediano. O principal problema é que, mesmo tendo pouco mais que 2 horas, não é o suficiente para cobrir, de forma satisfatória, anos de conspirações, traições e lutas e mesmo assim a diretora insiste, o que diminui consideravelmente a carga dramática e urgente dessa rica parte da historia.

Veredito: YAY –  Mas por pouco e principalmente pelo belo trabalho de atuação das duas  jovens atrizes. Ainda assim trata-se de um trabalho eficiente e que funciona como entretenimento descompromissado. Avaliação: 6

4- Bird Box (2018)

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Cinco anos após uma ameaça “invisível” dizimar a maior parte da população, uma mãe e duas crianças lutam desesperadamente em busca de um lugar seguro. Filme original da Netflix, Bird Box tem uma premissa interessante mesmo que pouco original. Dirigido por Susanne Bier, que antes fez a ótima serie The Night Manager (2016-2018), Bird Box tem muitos problemas, seja pelo excesso de personagens que não desenvolve, seja pela insistência em jamais mostrar a tal ameaça, diminuindo a tensão ou seja pela fraca química entre o casal principal. Estrelado por Sandra Bullock, que obviamente traz prestigio ao projeto, mesmo que não tenha me convencido completamente. Entretem, mas não muito mais que isso. Avaliação: 5

Veredito: YAY  – Melhor que The Happening (2008), de M. Night Shyamalan, embora isso não queira dizer muita coisa, o filme pode servir como uma versão um pouco mais eficiente de um tema semelhante. ou NAY – Absolutamente inferior a A Quiet Place (2018), um dos melhores filme de terror do ano, filme que também tem sido comparado tematicamente. Recomendo que fique com o filme de estreia de John Krasinski.

 

Yay or Nay: Filmes

1- Crazy Rich Asians

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Comédia romantica baseada no bestseller de mesmo nome, conta a história da novaiorquina Rachel Chu (Constance Wu, da série Fresh Off the Boat)  que vai para Singapura conhecer a família de seu namorado Nick Young (Henry Golding, em sua estréia como ator) e acaba descobrindo que seu amado pertence à uma das famílias mais ricas da Ásia. Mesmo com esse fiapo de história, o filme até consegue, de maneira satisfatória, mostrar a forma como o dinheiro pode afetar o relacionamento de um casal. Porém é muito mais bem sucedido no desenvolvimento do relacionamento entre a jovem e sua futura sogra, que com ótimas atuações de Wu e Michelle Yeoh, apresenta uma das melhores dinâmicas entre personagens vistos recentemente no cinema. Completam o elenco Gemma Chan (da série Humans) e Awkwafina (Ocean’s Eight), que mesmo tendo alguns momentos, achei um pouco forçada. Avaliação: 7

Veredito: YAY – Apesar da história simples, é uma comédia inspirada, bem atuada, divertida e, não menos importante, uma vitória para a diversidade no cinema.

2- First Reformed (2017)

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O filme conta a história de Ernst Toller (Ethan Hawke, excelente) , um padre de uma igreja pequena no estado de Nova York, que, ainda atormentado pelo seu passado trágico, tem sua fé testada após uma jovem gravida (Amanda Seyfried) pedir que ele aconselhe seu marido, um ecologista radical, que está passando por uma crise emocional. Tratando de temas como religião, fé e política, o diretor faz um retrato fascinante e desconfortável de um homem à beira de um colapso espiritual. Dirigido por Paul Schrader, roteirista de Taxi Driver (1976) e diretor de American Gigolô (1980), trata-se de uma volta à forma do diretor após ter feito o infame The Canyons (2013), com Lindsay Lohan. Avaliação: 9

Veredito: YAY – Poderoso, sensível e por vezes chocante, além de Hawke em grande desempenho, trata-se de um filme extraordinário, sem dúvida um dos melhores que vi esse ano. Obrigatório.

3- The Nun (2018)

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Um padre e uma jovem prestes a fazer os votos são enviados pelo Vaticano para investigar a morte de uma jovem freira na Romênia e acabam confrontando uma força malígna na forma de uma freira demoníaca. Após ser apresentada no ótimo The Conjuring 2 (2016), obviamente que a vilã ganharia um filme solo e foi o que aconteceu. E, apesar de sua figura ser realmente assustadora, o que foi bem aproveitado no filme de 2016, tudo indicava que mais um filme sobre a origem do vilão (vide a bobagem Annabelle (2014)) não seria uma boa ideia. Com um roteiro fraquíssimo, o filme é um aglomerado de clichês repleto de decisões e cenas duvidosas. A talentosa Taissa Formiga sai ilesa. Avaliação: 2

Veredito: NAY – Uma bobagem que nem precisava dos (excessivos) alívios cômicos, quando as cenas que deveriam dar medo acabam causando incontáveis risos involuntários. Fuja!

4- The Death of Stalin (2018) 

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O filme segue os últimos dias do ditador Stalin e o caos que se instala após sua morte em 1953, numa disputa pela sucessão do poder na antiga União Soviética. Dirigido e co-roteirizado pelo criador de uma das melhores séries no ar, Veep (2012- )The Death of Stalin é uma sátira política hilária e assustadoramente atual sobre poder, ou melhor, abuso do poder. Apesar de ser uma obra de ficção, o filme faz referencia a vários fatos históricos da época. Com um elenco impecável, The Death of Stalin pode não ser perfeito mas chega bem perto. Avaliação: 8

Veredito: YAY – Inteligente, afiadíssimo e hilário, um dos melhores e mais engraçados filmes que já vi. Imperdível

New Generation: Girls

Segue terceira parte:

1- Zazie Beetz

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Zazie Olivia Beetz nasceu em Berlin, Alemanha, filha de pai alemão e mãe afro-americana. Fluente em alemão, inglês e francês , a bela atriz foi criada em Nova York, onde mostrou interesse em atuar desde pequena. Após atuar em alguns curtas, Zazie estrelou a série antologica da Netflix Easy (2016 – ) e também a elogiadíssima série Atlanta (2016- ), pela qual foi indicada esse ano ao Emmy de melhor atriz coadjuvante em comédia.

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Além de tv, a atriz também está construindo uma carreira em ascensão no cinema. Em 2017 esteve em Sollers Point, elogiado drama em que atua ao lado de McCaul Lombardi,  que já falei sobre no blog e na bobagem Geostorm, com Gerard Butler. Porem foi em 2018, em Deadpool 2, que Zazie chamou a atenção, roubando a cena como Domino, personagem que irá reprisar em X-Force, ainda sem data de estréia. Como principais futuros projetos, alem de Atlanta, a atriz estará na comédia de horror Slice (2018)High Flying Bird (2019), novo drama de Steven Soderbergh, Pale Blue Dot, Sci-Fi ao lado de Natalie Portman e Joker (2019), filme aguardado sobre o famoso vilão que será interpretado por Joaquin Phoenix.

2- Lana Condor
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Nascida no Vietnã, Lana foi adotada por um casal de americanos e viveu em Chicago, Nova York até mudarem para Los Angeles, onde a jovem fez audição e conseguiu o papel de Jubileu, em X-Men: Apocalipse (2016). Antes disso, Lana se dedicou ao balé, tendo dançado em diversas academias de dança de prestigio.

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Após o filme dos mutantes e uma participação no elogiado drama Patriots Day (2016), a jovem atriz acabou de estrear na elogiada comédia romântica da Netflix, To All the Boys I’ve Loved Before (2018), que vem fazendo bastante barulho. Com a ascensão de atores asiáticos na tv e cinema, mais uma vitória para a diversidade, Lana certamente terá uma carreira de grande sucesso. Entre seus próximos projetos estão Alita: Battle Angel (2018), a comédia dramática Summer Night (2018) e provavelmente, não uma, mas duas sequências de To All the Boys I’ve Loved Before.

3- Lily James

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Lily Chloe Ninette Thomson, ou melhor, Lily James, é britânica de Esher, Surrey. Filha de pais atores, sua avó era uma atriz americana. Lily mudou seu nome quando soube que já havia uma atriz chamada Lily Thomson e acabou usando o sobrenome James em homenagem ao seu pai, já falecido.

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Teve sua estreia na serie Just William (2010), porém foi a aclamada série Downton Abbey (2010–2015), que colocou seu nome no mapa. Lily ficou na série de 2012 a 2015. Ainda na tv, fez a elogiada minissérie War & Peace (2016). No cinema, a atriz estreou no fraquíssimo Wrath of the Titans (2012), ao lado de Sam Worthington e brilhou em Cinderella (2015), grande sucesso da Disney. Em 2016 fez os medíocres Pride and Prejudice and ZombiesThe Exception, o último onde fez cenas bastantes sensuais ao lado do australiano Jai Courtney. Porém teve melhor sorte com seus projetos seguintes, o nomeado aos Oscar de melhor filme Darkest Hour (2017), o excelente Baby Driver (2017)Mamma Mia! Here We Go Again (2018), sequencia do sucesso de 2008, que vem fazendo ótima bilheteria. Como próximo projeto está o filme ainda sem título do diretor Danny Boyle, talvez o filme que a consagre de vez  como estrela de Hollywood.

4- Indya Moore

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Indya é uma jovem transexual que antes de se tornar atriz, trabalhou como modelo por vários anos para grande marcas como Gucci, GQ Magazine, New York Fashion Week e Christian Dior. Nascida e criada no Bronx, a jovem é também ativista social, além de criadora da produtora Beetlefruit Media, Inc.

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Indya teve sua estréia como atriz com o drama musical Saturday Church (2017), porém foi com sua estréia na excelente série Pose (2018– ), criada por Ryan Murphy para o canal FX, que vem conquistando fama. Na série, ela interpreta a personagem Angel e faz par romântico com o ator Evan Peters. Sem dúvida, isso é só o começo de uma carreira de sucesso, e também uma vitória para a comunidade Trans.

5- Vanessa Kirby

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Vanessa é uma das atrizes mais interessantes da nova geração. Não somente por ser bela e talentosa, mas a jovem possui uma presença muito forte na tela. Nascida em 1988, a britânica é mais conhecida por seu trabalho no teatro, tendo ganhado prêmios por várias produções, incluindo a peça Um Bonde Chamado Desejo, ao lado de Ben Foster. Em 2016 foi eleita pela Variety como a melhor atriz de teatro de sua geração.

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Porém não é só no teatro que Vanessa tem mostrado seus talentos dramáticos. A atriz tem em seu curriculo a série da BBC Great Expectativas (2011- ) e participou dos filmes About Time (2013), comédia romântica bem bonitinha estrelada por Rachel McAdams e Me Before You (2016) comédia menos bonitinha estrelada por Emilia Clarke. Porém o sucesso veio mesmo com seus dois últimos projetos, a participação no filmaço Mission:
Impossible – Fallout (2018), com Tom Cruise e sua interpretação da princesa Margaret na aclamada série da NetflixThe Crown (2016 – ), pela qual ganhou o BAFTA de melhor atriz coadjuvante nesse ano. E nasce uma estrela.

 

Preview: Filmes 2018

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17- Suspiria

Sinopse: Algo sombrio paira sobre uma renomada companhia de dança, envolvendo a diretora artística (Tilda Swinton), uma bailarina ambiciosa (Dakota Johnson) e um psicoterapeuta de luto (Lutz Ebersdorf).

Sobre: Refilmagem do terror de 1977 dirigido pelo italiano Dario Argento, trata-se do aguardadíssimo novo filme do aclamado diretor, também italiano, Luca Guadagnino. Estrelado pela excelente Tilda Swinton e pela jovem Dakota Johnson, que já trabalharam com Guadagnino anteriormente, o longa irá estrear no Festival de Veneza antes da estreia oficial. O diretor é um dos mais requisitados atualmente, principalmente após ter entregue sua primeira obra-prima, o belíssimo Call Me by Your Name (2017). Chloë Grace Moretz e Mia Goth completam o elenco principal. Estréia dia 2 Novembro 2018.

Elenco:

 

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18- The Favourite (2018)

Sinopse: Na Inglaterra do começo do século 18, a frágil rainha Anne (Colman) ocupa o trono porém sua amiga Lady Sarah (Weisz) governa o país em seu lugar. O relacionamento entre elas se complica com a chegada da ambiciosa servente Abigail (Stone).

Sobre: Outro filme bastante aguardado, trata-se do novo trabalho do grego Yorgos Lanthimos, diretor dos originais e ótimos The Killing of a Sacred Deer (2017) e The Lobster (2015). Tenho grande admiração pelo diretor, e embora seus filmes até então não tenham me conquistado completamente, que considero por vezes um tanto frios e distantes, não há dúvida que são extremamente originais, intrigantes e especiais. The Favourite acabou de estrear no Festival de Veneza com recepção calorosa, com elogios rasgados ao elenco também, principalmente Emma Stone, que vem construindo uma carreira impecável. Estréia dia 23 Novembro 2018

Elenco:

 

Ryan Gosling’s upcoming film First Man about Neil Armstrong

19- First Man (2018)

Sinopse: Um olhar sobre a vida de Neil Armstrong e a lendária missão que o tornou o primeiro homem a pisar na lua em 1969.

Sobre: Aos 33 anos, Damien Chazelle já possui uma carreira invejável, com filmes como o excelente Whiplash (2014) e a obra-prima La La Land (2016). Seu novo projeto, sobre a histórica missão da NASA também teve sua estreia no Festival de Veneza e também colheu excelente resposta, sendo já candidato forte às premiações no ano que vem. Estrelado por Ryan Gosling, repetindo a parceria com o diretor, que também vem colhendo elogios. Considero Ryan um ator competente porém nunca excepcional. Sua atuação em La La Land, apesar de eficiente, ficou bem aquém do fabuloso trabalho de Emma Stone. Tampouco brilhou no fantástico e inacreditavelmente subestimado Blade Runner 2049 (2017). Talvez mude de ideia com First Man que tem estréia em 12 de outubro de 2018.

Elenco:

 

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20-‘On My Skin’ (‘Sulla mia pelle’) (2018)

Sinopse: O filme conta a emocionante história de Stefano Cucchi, um jovem romano que morreu após ser espancado pela policia militar italiana.

Sobre: Baseado em uma história real, que aconteceu em 2009, o caso continua nos tribunais e mais julgamentos estão por vir.  O filme, dirigido por Alessio Cremonini também estreou no Festival de Veneza e também tem sido muito elogiado, assim como o ator que dá vida ao personagem, o jovem italiano Alessandro Borghi, astro da elogiada série da Netflix, Suburra – La serie (2017- ), que foi renovada para sua segunda temporada. Estreia em setembro na Netflix. 

Elenco:

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Alessandro Borghi

 

Yay or Nay: Filmes

1- BlacKkKlansman (2018)

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O filme conta a incrível história de Ron Stallworth, um policial afroamericano do Colorado, que, com a ajuda de seu colega de trabalho, que é branco, embarcam numa improvável missão de se infiltrar e expor o Ku Klux Klan local. Produzido pelo time responsável pelo grande sucesso e ótimo filme Get Out (2017) e dirigido pelo consagrado Spike Lee, BlacKkKlansman não poderia ser mais oportuno, vide a tragédia causada na cidade de Charlottesville no ano passado. Se tratando de um drama cômico, o filme certamente cresce quando aposta na comédia, repleto de cenas energéticas e uma sátira afiadíssima. Porém perde uma pouco da energia em outros momentos, que deveriam ser mais dramáticos e tensos. Estrelado por John David Washington, filho de Denzel Washington e Adam Driver. Avaliação: 7

Veredito: YAY – Apesar de inconsistente, trata-se de um filme absolutamente necessário, que, alem de expor de maneira plausível o problema da injustiça racial, é bem dirigido, possui cenas poderosíssimas e tem um ótimo tom satírico.

2- The Meg (2018)

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Após escapar de um ataque marítimo, em que diz ter sido provocado por um tubarão gigantesco, um mergulhador deve retornar ao oceano para salvar uma equipe de observação marítima que está presa no fundo do mar. Com esse fiapo de história, o que não é incomum à esse tipo de gênero, trata-se do novo filme do astro de ação Jason Statham, uma superprodução que custou absurdos $130 milhões. Confesso que tinha esperança de que se trataria de um bom filme trash, aqueles tipos de filmes B, que de tão absurdos, acabam sendo divertidos. Não é o caso aqui…O longa é uma combinação de géneros, porém falha em todos. Primeiramente não dá medo, o que seria fundamental, já que se trata de um filme de horror com um vilão de mais de 20 metros. Tampouco provoca risadas, sendo também uma comedia. Talvez falhe um pouco menos como ação, em que uma ou outra cena, mesmo que nada inovadoras, sejam passáveis. Pra piorar o filme flerta ainda com o romance, colocando um dos casais mais insípidos já retratados no cinema. Avaliação: 2 (porque estou de bom humor 🙂 )

Veredito: NAY –  The Meg é uma bobagem do tamanho de seu predador. Evite.

3- Calibre (2018)

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Dois amigos de longa data vão à uma vila isolada na Escócia para aproveitarem um final de semana praticando caça. Porém não estavam preparados para o que iria acontecer. Contar mais iria estragar essa agradável surpresa disponível do Catálogo da Netflix.  Apesar de ter um roteiro simples, o filme é tenso e brutal, além de trazer ótimas atuações  dos britânicos Jack Bowden, que esteve em Dunkirk (2017) e Martin McCann, do ótimo The Survivalist (2015)Avaliação: 7

Veredito: YAY – Mesmo não sendo inovador, é um filme simples e muito bem realizado, além de bem atuado. Trata-se de um ótimo entretenimento. Recomendo.

4- The Spy Who Dumped Me (2018)

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Após descobrir que seu ex- namorado era um espião, Audrey (Mila Kunis) e sua melhor amiga Morgan (Kate McKinnon) acabam sendo envolvidas em uma conspiração internacional. Quando vi o trailer do filme pela primeira vez, que não era nada promissor, imaginei que o longa iria figurar entre as bombas no ano. E não tava errado…Quando irão parar de produzir comedias que não são engraçadas? Repleto de piadas e diálogos infames de ruins, trata-se de mais um desperdício do talento de Kate McKinnon e de nosso tempo.

Veredito: NAY – Uma bobagem sem graça que, se ainda for lembrada ano que vem, terá grandes chances no Framboesa de ouro.