Dica TV: One Day at a Time (2017-)

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Em sua segunda temporada, One Day at a Time é uma das melhores séries da Netflix. Trata-se de uma sitcom (comédia de situação) em que mostra o cotidiano de uma família Cubana-Americana vivendo nos Estados Unidos nos dias atuais. Lidando com temas como imigração, tradições, preconceitos, orientação sexual e depressão, entre outros, a série é engraçada, inteligente e muitas vezes emocionante. O elenco, que conta com Justina Machado (Jane The Virgin) e a grande Rita Moreno, é impecável. Imperdível!

Review: Sunset Song (2015)

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Ainda não tive a chance de checar o último filme do inglês Terence Davies, o elogiado A Quiet Passion (2016) com Cynthia Nixon, porém assisti seu anterior, Sunset Song, adaptação de um romance de 1932 sobre uma família de fazendeiros escoceses.

Sinopse: O filme se passa na Escócia no início dos anos 10 e conta a história de Chris (a ex-modelo Agyness Deyn), desde sua adolescência, quando sonhava em ser professora e lidava com os conflitos causados por seu violento pai até casada com seu vizinho (Kevin Guthrie) e com um filho pequeno, prestes a sofrer as consequências da Primeira Guerra Mundial.

Recomendo porque: É uma história bastante dramática e comovente, em que testemunhamos anos da vida dessa jovem, seus sonhos, o primeiro amor, o sofrimento causado pelo comportamento de seu pai, que desencadeia grandes tragédias. O filme é repleto de belíssimas cenas e momentos inspirados (alguns deles envolvendo canções).

Poderia ser melhor se: O filme por vezes parece episódico e teatral e cenas trágicas, que deveriam causar grande impacto, acabam se tornando rasas. Deyn, que também narra o filme, apesar de esforçada, não consegue segurar filme. O escocês Guthrie se sai melhor, porem é prejudicado pela terceira parte do filme, que é corrida e pouco convincente.

Veredito: O resultado é um filme mediano, ocasionalmente raso e um tanto cansativo, mas com momentos tocantes e belíssimos que merecem ser conferidos.

Avaliação: 6

Onde ver: Sunset Song está disponível no catalogo da NetflixA Quiet Passion no Amazon Prime.

NEXT:

Agyness Deyn tem como próximo projeto a série de tv Hard Sun, prevista para março de 2018 no HULU. Ela interpreta uma detetive ao lado de Jim Sturgess.

Kevin Guthrie estará no filme Fantastic Beasts: The Crimes of Grindelwald e na série da AMC The Terror, ambos previstos para 2018.

New Generation: Timothée Chalamet

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Nascido e criado em New York City, Timothée, 22 anos, filho de mãe americana e pai francês, atua desde criança. Antes da súbita fama por sua extraordinária performance em Call Me By Your Name (não esqueçamos também sua pequena porém marcante participação no excelente Lady Bird, também de 2017), atuou no blockbuster Interstellar (2014) e na série Homeland (2012). Foi nomeado ao Oscar por CMBYN, sendo um dos favoritos ao prêmio. O jovem ator tem como próximos projetos Beautiful Boy, ao lado de Steve Carell, sobre jovem viciado em drogas e A Rainy Day in New York, de Woody Allen. Ambos previsto para 2018.

Curiosidades:

  • Doou seu cachê recebido pelo filme de Woody Allen devido à polêmica, novamente à tona, sobre acusações de abuso sexual do diretor contra sua filha;
  • Foi um dos finalistas ao papel de Spider-Man: Homecoming (2017), que acabou ficando com Tom Holland;
  • Seu nome é pronunciado Timo-TAY mas também é chamado de Timothy, Tim, and Timmy.

Dica:

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Para quem, assim como eu, já se considera fã de Timmy (ok, parei), e quer conhecer mais seu trabalho, antes de CMBYN, o jovem ator atuou no ótimo e pouco visto Miss Stevens (2016). Trata-se de uma dramédia em que uma professora (a excelente Lily Rabe) leva um grupo de estudantes à um concurso de teatro. O filme lida, entre outros, com temas como limite de relacionamento entre professor – aluno, luto, solidão e depressão. Embora nem todos os temas sejam mostrados com a profundidade necessária (pouco é mostrado sobre o relacionamento da professora e sua falecida mãe, como exemplo), o filme é valorizado pelo fascinante trabalho de elenco, principalmente Rabe e Chalamet. Miss Stevens está disponível no catálogo da Netflix.

Avaliação: 7

Review: Call Me By Your Name (2017)

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Finalmente consegui ver Call Me By Your Name, filme baseado no livro de mesmo nome (autor André Aciman, 2007) dirigido pelo excelente Luca Guadagnino.

Sinopse: Situado no Norte da Itália em 1983, Elio, de 17 anos, inicia um relacionamento com Oliver, assistente de pesquisas de seu pai, com quem se conecta sexualmente e intelectualmente.

Recomendo porque: Detalhista, Guadagnino não tem pressa em contar a história do primeiro amor e o faz com tamanha sensibilidade, intensidade e sensualidade raramente vistos no cinema. Aliás, é um dos filmes mais sensuais que já vi e o diretor abriu mão de cenas mais explícitas e nudez frontal, gerando até algumas curiosas reações negativas. O elenco está sensacional. Timothée Chalamet está excepcional e não ficarei surpreso se vê-lo ganhando o Oscar 2018 de melhor ator (mais sobre isso em futuros posts). Armie Hammer, que confesso, tinha minhas reservas quanto à sua escolha para o papel, está ótimo, assim como Michael Stuhlbarg, como o pai de Elio, que com seu discurso (indispensável) no final do filme, pode também sair com a estatueta dourada. Soma-se ainda uma linda trilha sonora composta por Sufjan Stevens.

Poderia ser melhor se: Impossível.

Veredito: Obra – prima obrigatória.

Avaliação: 10